14 maio 2011

Esquizofrenia política II

Nestes tempos modernos feitos de política espectáculo, devemos encarar a oratória do entretenimento como algo saudável, na medida em que as massas parecem gostar e por vezes até admirar. O que significa, que parece haver pouco para fazer, uma vez que o conformismo colectivo concorda com a trama, concorda com a insolvência, e com o disparate, concorda também com os juros obscenos, e com a usura moderna.
Dizer o contrário parece quase uma ofensa à alienação, ao deixa andar, ao diz que diz.
Contudo, a oratória do entretenimento consegue ocultar um dado muito importante, e que está na origem desta gigantesca trama político social, precisamente aquele dado que confirma a minha teoria, que diz que as solidariedades entre famílias políticas e famílias de sangue são mais fortes do que o sentido colectivo do Estado. Solidariedades que se encontram cada vez mais fortalecidas pela necessidade de manter as funções decisórias do Estado no seios dessas duas famílias que todo controlam. O contrário, ou se preferirmos, a negação desta teoria demonstra a sua validade. A mera tentativa dialéctica de destruição do argumento alicerça a teoria, porque confirma uma tentativa para dissimular a acção concertada entre famílias...

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