19 maio 2011

Esquizofrenia política V

Estamos convictos que a esquizofrenia crónica de que padece o povo português, já começa a ficar enraizada nos genes, se pensarmos que a definição da doença caracteriza o povo, a sua histórica apatia e resignação. Esta doença caracteriza-se por uma perda de contacto com a realidade; qualquer semelhança com a política é apenas mera ficção. A doença caracteriza-se também por episódios de alucinações e delírios, que podemos substituir por falsas crenças. Pensamento anormal e alteração das relações sociais e laborais também são propriedades que definem a esquizofrenia. Neste sentido, e depois de analisada a situação actual da vida dos portugueses, somos levados a concluir que a esquizofrenia não só é crónica como teve a sua origem na política, que grosso modo, também perdera o contacto com a realidade do país. Todavia, a Democracia sofre de alucinações muito graves, de uma falsa crença, quase dogma ungido, de que ela, a Democracia, enquanto sistema político, é capaz de se regenerar por dentro. Contudo, tal como uma bactéria, a Democracia precisa urgentemente de um antibiótico capaz não só de curar o mal, como de prevenir que o mal ressurja. O que significa, que o remédio a tomar pode muito bem provocar efeitos secundários descritos nas contra-indicações; portanto, ou se força a Democracia a tomar o dito antibiótico, ou corremos o sério risco de ver o corpo social, económico e político a desfalecer aos poucos...

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