29 maio 2011

Interrogação?

Enquanto não sabemos quem nos vai governar, a campanha eleitoral corre dentro da chamada normalidade lusa, o que equivale a dizer, que nada se tem dito de concreto sobre as medidas de austeridade que serão impostas aos portugueses pós 5 de Junho.
Falar de normalidade é o mesmo que afirmar que a oratória do entretenimento ou o folclore democrático de ocultação, continuam bem activos e cujo propósito, temos vindo a afirmar, é o de desviar as atenções do real problema, isto é, da hereditariedade das funções decisórias do Estado, que estão na posse das famílias política e de sangue, como se de uma obrigação democrática estivesse na sua génese, quer dizer, estivessem ali - as funções - para serem divididas entre as duas famílias.
Quem ainda não vira o controlo eficaz do Estado por parte destas duas famílias ainda não percebera nada de política, nem conseguirá entender que a trama está para durar...

Sem comentários: