09 setembro 2011

Segurança e Defesa da Democracia...

Produz-se muita teoria sobre como preservar e assegurar a continuidade da democracia nos dias de hoje, face às relações de inter-dependência regional e internacional, mas produz-se pouca informação sobre os problemas domésticos decorrentes da governação, tendo em conta a situação financeira internacional.
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Convém salientar que o esforço de orçamentação imposto pelo governo advém do facto de o anterior governo ter investido sem se preocupar com o orçamento geral do estado. A haver uma divisa, diríamos que o anterior governo desbaratava dinheiro como se não houvesse amanhã.
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Fiz esta ressalva, de modo a podermos perceber quão ténue é a fronteira de segurança e defesa, no que concerne à segurança interna; isto é, não tem muito sentido produzir informação sobre movimentos com meia dúzia de pseudo militantes, quando um só governo compromete financeiramente o futuro de todo um povo, introduzindo o problema de possíveis convulsões sociais decorrentes de medidas erradas tomadas sem preparação durante uma legislatura.
Significa que dirigimos, ou dirigem o olhar para tensões facilmente controláveis, em vez de assegurarem a defesa da nação por intermédio de controle da estratégia governativa imposta coercivamente a todos sem que os serviços exponham as tramas que permitem que um dado governo possa numa só legislatura não só destruir o país financeiramente, como propiciar condições sociais e políticas que podem a qualquer momento eclodir  em revoltas de desagrado contra um sistema que não se soube nem quis controlar...
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Dito isto, devemos concluir que a crise financeira que o estado atravessa, deriva de um problema de gestão bem simples, que assenta naquela velha máxima que afirma que só se deve gastar o que se tem, de modo que quem fizer o contrário, sofre as consequências, tal como as que agora estamos a sentir, impostas pelo exterior, o que é ainda mais grave do que suporíamos, na medida em que o governo, ou os governos, ocultam o real défice público, logo, ocultam do povo o total da dívida, que neste caso coincide com o dinheiro gasto sem que houvesse sentido de estado ou sequer interesse em manter a coesão social intacta, perigando deste modo quase infantil a segurança interna de um país com mais de oito séculos de existência...

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