11 outubro 2011

Democracia

Não se percebe que um político utilize o dinheiro dos impostos dos portugueses, para  fazer dívidas que sabe que não vai poder honrar. 
Não entendemos que o cidadão continue a dar o benefício da dúvida, quando o poder político democrático tem sido maioritariamente repartido por apenas dois partidos. Partidos que neste preciso momento têm os dois ex "jotas" à frente, um no destino do país, outro na oposição. O benefício da dúvida é apenas uma desculpa para escamotear a pseudo rotatividade democrática, que não existe, na medida em que o eleito tem sempre uma função à sua espera quando estiver no papel de eleitor; neste sentido, o sistema político parece beneficiar apenas aquele que utiliza a política como meio de obtenção de poder...

2 comentários:

AMCD disse...

Em meu entender, vivemos já um momento pós-democrático, pois os nossos governantes, independentemente de quem quer que sejam (dos dois partidos dominantes), governam em função dos ditos mercados ou para "ganhar a confiança dos mercados",e não no sentido de responder às aspirações do povo que os elegeu. Governam contra a maioria(embora, curiosamente, tivessem sido eleitos por uma maioria eleitoral, uma maioria relativa, como foi assinalado aqui neste blogue).

Por outras palavras, vivemos já na Era da ditadura dos mercados, ou para lá caminhamos a passos largos.

Tot disse...

Concordo plenamente com o caro AMCD.

A ditadura do capital já está instalada há muito tempo, se nos dermos ao trabalho de fazer uma análise sobre quem ganha com as privatizações, nicho de mercado apetecível e que até agora estava fora do alcance do capital dito privado. Facilmente compreenderemos que no futuro apenas seremos marionetas, a não ser que tenhamos coragem de nos adaptarmos às vicissitudes do campo de batalha.

Cumprimentos