07 outubro 2011

A queda de um conceito...

Citamos algumas vezes o mestre JAL, de modo a podermos reflectir sobre o futuro da Democracia, e dos conceitos errados que lhe estão associados. JAL afirmava que a Democracia era o império da opinião sobre o juízo, isto é, fazendo a analogia com o tempo presente, o número, a quantidade sobrepõe-se à qualidade, aquela capaz de formular conceitos e estabelecer o que é mais adequado para todos. A maior quantidade de número de votos não é significado de mais inteligência, de eleição dos mais capazes, de certeza de termos escolhido os melhores; significa apenas que se escolhera o que havia para escolher, escolha previamente imposta pelo bom sistema que peneira quem não é bem vindo, dito de um outro modo, afasta aqueles que estariam à partida mais capacitados para defender o real interesse do Estado, interesse esse que não deve ser confundido com o interesse do partido mais votado, e que é chamado a governar após as eleições. Este sistema esta viciado, e se queremos realmente mudá-lo, não podemos confiar em quem se tem servido do sistema político para proveito próprio, é preciso mudá-lo, mas de fora, com outros cidadãos, mais capazes, quase intrépidos, quase estóicos.
A Democracia esta a deixar cair uma das suas maiores bandeiras, aquela que sustentava que a evolução social era contínua, crescente e sempre melhor. 
O dia-a-dia confirma o contrário, na medida em que se tira ao que menos tem para dar ao que mais tem...

2 comentários:

Anónimo disse...

A democracia plena e real, ainda é um ideal não atingível e, até então, não existe no mundo sistema algum que sirva de base, regra ou senso de comparação, para avaliação de plena e verdadeira democracia.
Todas as nações devem ser livres, soberanas e independentes, de toda e qualquer forma de ingerência imperialista; para assim, projetarem e construírem o seu processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento, com suas realidades sociais, culturais, politicas e econômicas; sempre na pretensão de assegurarem a soberania e independência nacional.
Os povos que realmente almejam ser livres, soberanos e independentes e, para isso, venham aderir a um caminho consentâneo na construção do desenvolvimento do processo democrático, conforme suas realidades sociais, culturais, politicas e econômicas e, dessa forma, propugnam para não ficarem nas mãos, de joelhos, submissos, obedientes, subservientes sob controle, servindo aos interesses e propósitos do imperialismo
Os processos de democracia são diversificados e refletem a vida política, social e cultural de cada nação. Os processos de democracia baseiam-se em princípios fundamentais e não em práticas uniformes, pois, não existe modelo autêntico, forma perfeita, plena ou exemplar de processo de Democracia no mundo; e nem existe modelo único que sirva para todas as regiões e todos os países.
Somente um povo cônscio, sábio, livre, soberano e independente de toda e qualquer força ou poder imperial, pode construir o processo de democracia e liberdade, conforme seus ideais de desenvolvimento ou realidades sociais, politicas e econômicas e, tudo isso, sem a criminosa ingerência imperialista.

Tot disse...

Caro anónimo,
concordo com o que afirma, todavia, não deixa de ser estranho haver um sistema político como a Democracia, que pretende ser ela mesma e ainda bem, que pugna por valores, quando permite, que homens sem carácter se sirvam dela, dos povos e do tempo presente para fazerem as experiências que lhes dão mais resultado financeiro...
Haveria muito mais para dizer, mas preferiria prender os políticos brincalhões do que escrever linhas sobre as suas mentiras...

Cumprimentos