26 novembro 2011

Democracia...

Pensamos que a responsabilidade da dívida pública, é da exclusiva competência do poder político que tem dividido o poder entre si. Se ao cidadão é imputada a responsabilidade de eleger, sufragar; ao poder político democraticamente eleito, deve ser exigida responsabilidade para além do meramente político, isto é, devemos responsabilizá-los também de forma cível e até criminal. Não podemos continuar com esta farsa aparente, que responsabiliza em última instância os cidadãos pelos erros cometidos pelos políticos sem preparação da gestão do bem público, sem moral e sem sentido de Estado.

Leva-los a tribunal equivale a enaltecer a democracia, efectivando o debate democrático como única forma saudável de reagir e agir aos desmandos dos políticos irresponsáveis...

2 comentários:

AMCD disse...

Concordo plenamente.

Os políticos não podem continuar a comportar-se como se uma eleição para cargos de governação, (local, regional ou nacional), seja uma carta-branca que os autorize a livremente contraírem dívida ao desbarato. Na hora de pagar, os políticos (ir)responsáveis já lá não estão, e é sempre aos contribuintes a quem cabe pagar a conta.

Mas também é verdade que, se chegámos até aqui, tal significa que os mecanismos democráticos de controlo falharam.

Como foi possível chegar a tal nível de endividamento público, sem que tivessem soado “campainhas de alarme”? [E não me refiro a “campainhas” como o Medina Carreira, mas a instituições.]
Por outro lado, há que não esquecer que alguma dívida privada foi incorporada na dívida pública.
Enquanto o cidadão comum andava a tratar da sua vida os governantes andavam a tratar das deles.
Hoje somos então surpreendidos com aumentos de impostos e cortes salariais, ao mesmo tempo que se degrada o Estado Social, o que é um contra-senso. Tudo para pagar dívidas contraídas por decisões ruinosas.
Pior do que isto é o Estado só funciona contraindo dívida. Ora isto é uma tragédia.

Tot disse...

Caro "AMCD"

quando no último parágrafo fala de instituições que deveriam controlar ou avisar dos possíveis perigos do caminho que estava a ser seguido.

Acrescento que essas instituições têm quadros saídos dos partidos que governam, logo, é difícil levar a cabo qualquer investigação que os comprometa...

Cumprimentos