12 novembro 2011

Utilidade da vida...

A utilidade do pobre reside na necessidade do rico

Esta frase por nós reinventada ilustra muito bem as relações sociais existentes neste tempo moderno, entendido no meio académico como contemporâneo.

Séculos de informação livresca, e agora de informação digital não foram nem são suficientes para esclarecer o cidadão, que tem preferido viver como o animal, isto é, prefere ir vivendo sem se importar muito com esse facto. A não ser lamentar-se "de nada fazer". Parafraseando Séneca, o problema existe na lamuria, o que significa que é preciso passar para além da lamuria, que é como quem diz, fazer mais que a lamentação contínua, sem um qualquer esforço de mudança...

Sendo mais acutilante, apenas acrescentamos que a parte animal do homem, parece prevalecer sobre a razão. O que de certo modo justifica a inacção, o deixar andar, a indiferença, a falta de cultura e inteligência. Talvez por este motivo, a frase acima reproduzida caracterize sem artefactos o cidadão, que face ao ataque constante do governo à sua ideia de bem-estar social, continue a ignorar que o tempo presente é um tempo de mudanças profundas na sociedade, onde ele está inserido. Logo, que é um tempo onde o cidadão pode agir, ajudando a reformular conceitos e práticas de vida em sociedade, em seu benefício e das gerações vindouras.

Ignorando este facto, bem como recusar-se a agir, ou impedindo outros de agir pela coação física, moral e intelectual, o cidadão irá assistir no futuro bem próximo a um retrocesso sem precedentes da  sua economia familiar.

Consideramos que o cidadão, talvez por esse motivo, não mereça mais, na medida em que já abdicou de lutar pelo que é seu...

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