24 fevereiro 2011

Apologia da Pordata

A Pordata, neste momento em que escrevo, é talvez a página mais completa de informação contemporânea que existe no país. Trata-se efectivamente de uma base de dados do Portugal contemporâneo, algo que qualquer investigador almejava e que agora pode aceder sem sair de casa, como realidade e possibilidade incontável de dados disponíveis e acessíveis. Por este motivo, a base de dados da Pordata deveria ser distinguida, na medida em que presta um serviço público e patriótico, ao permitir que cada um possa por si, e sem intermediários - daqueles que têm o mau hábito de mentir - distinguir a verdade da mentira, daquele que através de palavras bonitas e gestos premeditados tem enganado as gentes...
-
Um dado curioso ou talvez não, é o dado que podemos constatar neste link:
http://www.pordata.pt/azap_runtime/?n=1&ModeId=1
aqui podemos verificar por nós que a dívida bruta das administrações públicas está muito acima das receitas fiscais do Estado, dito de uma outra forma mais doce e singela, os impostos que diariamente o Estado coercivamente nos cobra não chega para pagar as contas correntes da administração pública, o que significa, que andamos a trabalhar pró boneco...
Este é o melhor sentido de trabalho, melhor ainda do que o modelo filosófico criado pelo protestantismo para tentar dignificar o trabalho, enganando as gentes, tal e qual o actual momento da história contemporânea portuguesa...
-
Viva a democracia, máscara de uma atroz "partidocracia" que nos está a levar à falência!!! Viva!!!

22 fevereiro 2011

Enganos...

Não se percebe, com o devido respeito pelas distâncias, que a África árabe esteja em ebulição, que as gentes morram pela dita democracia, que almejem um futuro melhor, quando nós ocidentais, nomeadamente os portugueses, preferimos um mau governo ao exame de consciência, preferimos a mentira diária de um mau governo à luta diária da responsabilidade cívica, enfim, a comodidade do deixa andar, do não querer saber, do deixar na mão do outro a resolução dos seus problemas, vai-nos ficar muito caro, na medida em que o futuro já não nos vai reservar apenas um défice astronómico, autêntico sorvedouro da riqueza produzida no país, mas irá com certeza criar problemas de tesouraria muito mais graves, e aí, nem segurança social, nem justiça, que já não é para todos, nem educação, estarão ao alcance de todos, por manifesta falta de dinheiro, que o governo actual tem a longo dos últimos anos gasto como se fosse coisa sua...
-
O alerta amigos, é constante. Todavia, só reage quem quiser...
Estarei sempre disponível a assumir os destinos da Pátria, seja pelo método democrático seja pelo outro...
-
Para finalizar, tentem ao menos interiorizar as palavras ditas pela terceira pessoa do Estado, e depois analisem a responsabilidade do diz que diz, da trama, e do espectáculo artificialmente criado pelos agentes do Estado, que deveriam servi-lo com abnegação e sem constantes lamurias nem frases sem sentido apenas destinadas a satisfação caseira do ego...

18 fevereiro 2011

O pensamento estúpido de algum capital

O título deste artigo pode ferir alguma mente mais pura e perdida ou alienada no todo e no nada. No tempo contemporâneo, que alguns já tentam substituir por tempo presente, imediato, por ser o mais próximo, para evitar o longo tempo do que significa contemporâneo para a historiografia, existe um pensamento radicado no capital que tem decidido fomentar a ideia de que a livre iniciativa sem freios é benéfica para todos. Todavia, o que não diz o pensamento douto e sábio, é que a propósito da livre iniciativa provocada e incentivada, a Europa esta a braços com uma depressão, na medida em que tem deslocalizado para a Ásia e não só, a Indústria e serviços, outrora realizados no seu seio. O que não diz o pensamento douto e sábio, é que graças ele - ao pensamento - milhões de Europeus perderam o seu posto de trabalho, consequentemente, a economia, perdera milhões de euros em produtos agora produzidos fora, e que tem necessidade de adquirir, comprando o que outrora fazia, onerando ainda mais as contas públicas. Este lindo pensamento saído da cabeça de alguns eurocratas esta a arruinar a Europa.
Contudo, numa análise fria, distanciada dos acontecimentos, embora o não consigamos, por ser o nosso tempo; devemos perguntar se este pensamento é só produto do capital? Se o poder político não está envolvido na cooperação? Ou se fora o poder político quem fomentara o projecto de desestabilização Europeu?
São perguntas legitimas que deveriam ser levadas a concelho Europeu, por forma a averiguarmos se os eurocratas democraticamente eleitos estão a governar para o povo Europeu? Ou se existe uma agenda secreta algures?
-
Disse em artigos passados, e só acredita quem quer, que podemos escrever a nossa História colectiva. Contudo, se ficarmos de braços cruzados, outros a escreverão em nosso nome...nem mais nem menos...

17 fevereiro 2011

Intimidades governativas

A redistribuição de "tachos" e de favores democráticos é vigiada pelos servidores próximos e pelos favoritos, entenda-se amigos.

14 fevereiro 2011

Solidariedade entre a Democracia e a banca...

A solidariedade que existe entre a Democracia e a banca, diz mais à primeira do que à segunda. Isto é, a primeira precisa da segunda para subsistir, enquanto que a segunda dispensa a primeira sempre que o tempo e o espaço em que se mova seja propício a um outro regime, que a satisfaça. Prova deste facto do tempo moderno, encontra-mo-lo na imensa variedade de sistemas de governo que actualmente povoam o globo.
A democracia sem a banca colapsa. Todo o direito implica a necessidade imperiosa e inexorável do suporte monetário. O que significa, que a primeira deve produzir legislação de modo a proteger a segunda. Este facto também o podemos encontrar nas democracias ocidentais, nomeadamente a portuguesa.
-
O triste exemplo que elucida e justifica este pequeno texto encontra-mo-lo na dívida pública portuguesa, contraída junto da banca nacional e internacional. Mais uma vez, a primeira, para honrar os compromissos tidos com a justificação da sua existência, onera e hipoteca num tempo ainda por contabilizar, a riqueza parca produzida no país; e que servirá para continuar a dar alento à segunda, que se adapta a qualquer sistema que promova o seu bem-estar...

09 fevereiro 2011

Notas democráticas...

Trasímaco, em República de Platão, já afirmava: que a justiça era a conveniência do mais forte. Repetimos a afirmação, acrescentado que existem duas justiças, uma destinada ao poder do dinheiro, e a outra, para o sem meios de defesa efectiva do seu direito dito democrático, o que não deixa de ser estranho, se pensarmos que a democracia deveria proteger os fracos. Mas voltemos à justiça, e à sua relação com o poder, isto é, se aquele que é acusado for poderoso, tiver muito dinheiro, e amigos influentes, tem a seus pés os meios de comunicação social, a trama democrática do espectáculo de massas. Se o acusado for poderoso, pode dar-se ao luxo de insultar tudo e todos, rebaixar os magistrados e juízes, e quem lhe der na real gana. Pelo contrário, se o acusado for pobre, está literalmente tramado, pois tem em cima de si, não só a justiça, que para ele é justa, mas também o poder de quem o acusa, seja este o poder do Estado ou o de um qualquer poderoso de trazer por casa... Enfim, por hoje fico-me por aqui, deixando para a próxima, a argumentação sobre a relação estreita e solidária que existe entre a Democracia e a banca...

06 fevereiro 2011

O mau governo...

LORENZETTI, Ambrogio , Alegoria do Mau Governo c.1337-1340
-
Não são precisas alegorias para se perceber que existe um mau governo, portanto, apenas deixo a obra falar por si...

02 fevereiro 2011

Patriotas

Tenho estado remetido ao silêncio, não porque não haja nada para dizer, mas sim porque já nem consigo falar do que já se fala, das sucessivas asneiras, das mentiras, das invejas, das perseguições, dos pseudo-controladores, enfim, tenho estado calado para não acrescentar mais lenha à fogueira da trama colectiva, do diz que diz, do deixa andar, dos tachos, da mesquinhez, etc. Das pseudo-organizações com meia dúzia de sócios, dos doentes dos ismos, dos rótulos, dos pseudo-líderes, dos pseudo-chefes, dos pseudo-detectives e afins, dos pseudo-defensores do Estado, e coisas do género. Dito de um outro modo, já começo a ficar farto do português, não do genuíno, do que se preocupa, do atento, do que conhece o seu passado e esplendor; mas sim daquele que urde mentiras, que brinca às organizações a aos líderes, que difama, que tem o mau como exemplo, a intriga como modelo a seguir; este português de trazer por casa, não me interessa, não me seduz, nem merece tão pouco algum esforço da minha parte em contribuir para a seu bem estar. Este triste português está neste momento frente ao televisor a ver a bola, a alienar-se de si, a deixar a trama continuar, este sim, é o modelo de português preconizado pelos fazedores de opinião. É o português que convém aos que decidem, dócil, facilmente manipulável, distraído, confortável na sua miséria e pequenez. Ausente dos problemas e incapaz de produzir um raciocínio crítico, construtivo. Em suma, este português contemporâneo é meigo, medroso, anda cabisbaixo, reclama dentro de portas e deixa-se controlar pela emoção dos prazeres do nada...