30 abril 2011

Henrique Medina Carreira @ SIC Noticias 12-04-2011 Parte 2


Continuamos alegremente a acreditar numa nova máxima política que transmite a ideia de que quem nos aviso dos perigos do dia de amanhã, ou é nosso inimigo ou está a ficar senil. Pior ainda, o Estado perdera todos os mecanismos de controlo democrático de salvaguarda do bem público herdado. Não só é ilógico como inadmissível, e inexplicável, que um governo democraticamente eleito a prazo e reduzido no tempo do Estado, consiga fazer o que lhe dá na real gana, sem que o Estado, que é de todos e não de um governo particular - teoria política - tenha mecanismos eficazes de defesa intransigente desse dito bem público. Não se percebe que um governo de meia dúzia de anos possa de forma arbitrária subtrair ao Estado mais de 800 anos de História... Isto só significa, que todas as leis tendentes a assegurar o cumprimento de regras sãs para todos dentro do território são afinal leis destinadas a acções coercivas impostas aos cidadãos, em vez de garantir a integridade do todo, protegendo deste modo, não só o Estado secular como os cidadãos que o compõem...

29 abril 2011

13.04.11: Entrevista de José Gomes Ferreira à conselheira portuguesa do FMI, Estela Barbot


Frases enigmáticas proferidas por Estela Barbot: economia frágil, país menor, parcerias público privadas, auto-estradas, estádios de futebol, dívida pública...
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Enfim, começo a dar voz a portugueses com responsabilidades maiores, de modo a evitar aborrecer-me...Por favor portugueses, acordem...não se deixem atordoar pela retórica do entretenimento, da retórica política destrutiva...acordem...agarrem a história antes que seja tarde de mais para o fazer, sob pena de já não conseguirem mudar o curso da trama...

27 abril 2011

O Estado da Nação...

A nação pátria, nação com mais de 800 anos de história, nação de navegadores, de descobridores, de audazes, de gente sem medo, é agora um ente moribundo que faz corar de vergonha a sua própria história, na medida em que é incapaz de saber honrar os heróis de outrora. De império colonial invejado pelas potências mundiais, que nunca compreenderam a grandeza de tão nobre povo, passa agora a triste país sem pátria, vendido ao desbarato, aos dois bancos internacionais de renome: FMI e FEEF.
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Apesar das nossas contínuas lamurias, a classe política reflecte o povo, a gente sem instrução, do desenrasca, do chico esperto, do diz que diz, da difamação constante, da promoção do incapaz, do amigo do chefe, do incompetente. As lamurias apenas são desabafos da desgraça de um país sem sentido nem rumo colectivo...
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Apenas e só estamos a colher o que plantamos...nada mais...

26 abril 2011

A senha para a revolução de 1974...


E depois de Abril, que será dos portugueses... Haverá luz ao fundo do túnel? Haverá verdade? Haverá certeza de um futuro melhor? Haverá simplesmente amanhã?...

25 abril 2011

25 de Abril de 1974

Procurando parafrasear Pessoa sem ofender o tempo histórico contemporâneo português; falta cumprir-se Abril...

22 abril 2011

Revolta social...

A revolta social tem a sua justificação na austeridade imposta pelo governo, e na austeridade a impor pelo FMI e pelo FEEF. A responsabilidade tem graus, isto é, tem níveis gradativos, sendo que cada um é responsável quer pela situação presente, quer pela indiferença, ou ainda pela maledicência habilmente praticada ao longo deste últimos anos de democracia da opinião.
Neste sentido, o teórico fundamenta-se no prático, na medida em que dele deriva.
A fundamentação teórica da revolta social encontra-se na mentira de um futuro melhor, de um falso bem-estar social derivado de um sistema político alegadamente superior, designado: Democracia. Fundamenta-se na farsa, no diz que diz, na aparente soberania popular. Fundamenta-se também no facto de todas as funções decisórias do Estado estarem condicionadas, quer dizer, estarem ao serviço da solidariedade das famílias políticas e das famílias de sangue.
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Quem ainda não percebera as solidariedades, jamais conseguirá entender a trama da mobilidade social...

Medina Carreira no seu melhor!


Os alertas sucessivos não foram suficientes para travar a loucura da despesa pública... Só não percebe o que se passa quem não quer ficar com dores de consciência, na medida em que participa do festim, de preferência sem pagar um tostão, sob a condição de não querer saber o que se passa, nem para onde vai... Esta atitude displicente da quase totalidade dos cidadãos portugueses está finalmente a dar resultados, provavelmente conhecidos mais lá para a frente... A indiferente colectiva face a pouca vergonha parece consubstanciar mais uma característica portuguesa, a saber: a onde fores ter faz o que vires fazer. E assim lá vai a pátria, sem rumo nem destino, sob a égide um governo desgovernado...

20 abril 2011

Democracia

O endividamento público, ou se preferirmos, o endividamento da quase totalidade dos cidadãos, incluindo empresas, bancos - porque também se endividam - empresas públicas e Estado, é produto de um modo de pensar particular, que advém do facto de o capital, isto é, o capitalismo, estar acima do sistema político, dito de um outro modo, estar acima da Democracia; o que significa, que o sistema político actualmente dito como o mais perfeito apenas existe porque convém ao capital.
Esta asserção não é teoria, nem tenta entreter o leitor com falsas esperanças, apenas e só pretende demonstrar o quão inconstante é a Democracia; ora tenta justificar-se com o pensamento positivo, afirmando um bem-estar geral sempre em crescendo, ora se subordina de forma incompreensível a uma economia mundo, que sem um modelo administrativo político eficaz cria muitos mais pobres do que ricos...
Não importa agora vaticinar sobre o futuro, nem pretendemos por enquanto fazê-lo, contudo citamos JAL em duas frases basilares: "A Democracia é o braço político do Capitalismo", e ainda "A Democracia é o império da opinião sobre o juízo". Podemos ainda ir mais longe para tentarmos de certo modo caracterizar o modos vi vendi do presente, isto é, sendo a democracia o império da opinião sobre o juízo, podemos deduzir que a opinião se sobrepõe ao juízo, podendo mesmo o pensamento assim tratado, sem fundamento, e sem juízo, cair na arrogância da ignorância. Talvez deste modo, possamos agora compreender o quão imprevisível é a Democracia. Pois ela deixa-se frequentemente governar pela inexperiência dos que sendo em maior número, justificam a vitória da opinião...

19 abril 2011

Henrique Medina Carreira @ SIC Noticias 12-04-2011 Parte 1


Dá-se a palavra a um dos poucos, apesar de já ter sido governante, logo suspeito, que ao longo destes últimos anos tem alertado para a situação caótica das contas públicas.
Todavia, pior ainda do que o FMI, ou FEEF, é a falta de liquidez do Estado, o que significa que o Estado social tal como o conhecemos actualmente vai acabar - mas este será um tema para debater à parte, não pelos políticos, que se recusam ver a realidade do país - mas por mim...

15 abril 2011

Rómulo Machado no XVII congresso nacional do PS


Como o blogue Democracia faz hoje 5 anos de idade, ofereço a prenda, e esta é para o primeiro ministro senhor eng José Sócrates, em forma de verdade dita em congresso por um militante...

14 abril 2011

Soberania e legalidade

Artigo 3.º
(Soberania e legalidade)
1. A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição.
2. O Estado subordina-se à Constituição e funda-se na legalidade democrática.
Constituição da República Portuguesa
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A Constituição da república Portuguesa está para a legalidade democrática como o Estado português está para a dívida externa, na medida em que a soberania do povo, não reside em lado nenhum. O que existe é uma troca de favores solidários entre famílias políticas e famílias de sangue.
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Todavia, e tomando à letra a constituição, dever-se-á exigir uma auditoria exaustiva às contas públicas, de modo a podermos responsabilizar cível e criminal quem tiver que ser responsabilizado ou criminalizado. Não existe um outro modo de agir, ou se quebra a regra que decidia do que se deveria fazer, dentro desta solidariedade aludida, ou então permanece tudo na mesma...

13 abril 2011

International Monetary Fund

O fundo monetário internacional vai agora financiar as solidariedades entre famílias políticas e famílias de sangue. As funções decisórias controladas pelas duas famílias vão manter-se como estavam; com a agravante de agora financiarem-se lá fora, à custa da austeridade e miséria alheias...

12 abril 2011

International Monetary Fund

IMF statement on Portugal
Press Release No 11/126
April 10, 2011
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Caroline Atkinson
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Hoje chegam a Portugal o fundo monetário internacional, a comissão europeia, e o banco central europeu. Todavia, o país insolvente, devedor, continua a ter políticos que praticam uma vida de ricos, como se o dinheiro dos impostos, ou dos empréstimos fossem para sustentarem vícios alheios...
Estou reticente, isto é, será que vai acabar a solidariedade entre famílias políticas e famílias de sangue? Fica a interrogação...

10 abril 2011

Será medo?

Dentro deste quadro português da não responsabilização governativa, permanece pelo menos um pensamento cada vez mais único, intocável, que afirma, a saber: que os administradores de empresas públicas, e titulares de cargos públicos saídos dos partidos são suficientemente capazes para justificar o lugar e o vencimento auferido.
O que nos diz a prática é precisamente o oposto. As empresas estão falidas, e o Estado está falido, e só não acontece em todas as empresas públicas, porque a protecção estatal vai ao ponto de permitir que os clientes não tenham mais alternativas dentro de um mercado que se diz concorrencial e livre; não poderia haver mentira maior e prejudicial para o bom desempenho da economia portuguesa, consequentemente, para as finanças públicas...

09 abril 2011

XVII Congresso Nacional PS

E agora, que fazer, se dentro do partido socialista existe um preocupante pensamento único; que poderá ser do seu líder, o secretário-geral Eng José Sócrates, ou o seu líder apenas se limita - tal como lê no tele-ponto - a dizer aquilo que o PS quer que ele diga.
Ainda não ouvi neste congresso falar nos cortes da despesa do Estado, nomeadamente, naquela despesa que o PS, o PSD, e o CDS, criaram ao longo destes últimos anos de democracia parlamentar, para poderem manter a solidariedade existente entre famílias políticas e famílias de sangue intactas no seu contínuo esforço de gastar o que fora produzido por outros.
Neste sentido, o pensamento único que paira sobre o congresso assusta mais do que o pensamento único que coercivamente um Estado ditatorial tenta impor ao seu povo...

07 abril 2011

FMI

E agora, vamos ter os mesmos governantes a decidir do montante a pedir para salvar a insolvência do Estado?
Vão ser os mesmos que levaram Portugal quase á banca rota, que vão discutir com a Europa o melhor para Portugal?
Será que nenhum tem um pingo de vergonha, e a oposição, nomeadamente o maior partido, também já se esquecera que fora também ele parte da trama que nos levara a esta situação.
Admira-me que o cidadão português seja tão curto de visão, tão distraído. Se ao menos fosse tão empenhado na atenção como o é no futebol... Mas não, vamos ter com certeza dias complicados, e aí quero ver quem se vai revoltar. E aqueles agentes do Estado que o serviam de forma abnegada, que produziam provas fictícias para orgulho dos chefes e do próprio estado, que vão fazer quando esse mesmo Estado lhes retirar parte do seu vencimento? Que vão fazer ao Estado que eles juraram defender, e que os estrangula financeiramente, só porque meia dúzia de infelizes políticos conseguiram de-lapidar o património que era de todos. Andaram alguns idiotas úteis - designação para alguns agentes e companhia - a dissimular as asneiras dos políticos, para agora, sermos quase todos responsabilizados, pela responsabilização que deveria ser imputada ao governante, ao incompetente, para não dizer um nome mais feio. Mas meus amigos, socialmente, isto vai cair, e aí quero ver, aliás, vou ver...

06 abril 2011

Portugal

Chegou o tempo em que temos definitivamente de decidir o que queremos. Se queremos políticos incompetentes, se queremos continuara a representar, se queremos adiar a tomada de poder, se queremos apenas desabafar, escrevendo um pouco sobre este triste país; ou se queremos efectivamente assumir um papel preponderante no destino da nossa pátria colectiva. E este papel, devemos dizê-lo com determinação, não se compadece com falsos actos, com falsas teorias ou organizações, requer homens fieis, que sintam que o tempo histórico presente lhes pertence.
Hoje, mais do que nunca, Portugal necessita de homens determinados, homens capazes de subjugar o corrupto, de alterar as solidariedades existentes entre famílias políticas e famílias de sangue. Portugal precisa que nos levantemos contra a actual democracia da alternância governativa e da consequente transferência de responsabilidade política entre os dois maiores partidos. Portugal, mais do que nunca, apela de forma tímida a uma subversão inexorável da práxis. Enfim, Portugal precisa de nós, na nossa voz, da nossa energia, e da nossa concertada acção. Vamos todos dizer em uníssono que estamos vivos, e que estamos prontos para o que der e vier...

FMI

As agências de rating trabalham com dois propósitos entrelaçados; um teórico ou imaterial e o outro material. Pensamos que as agências são parte interessada na notação atribuída aos estados soberanos, não só porque ajudam a formar opiniões, como também dirigem habilidosamente os mercados na direcção pretendida.
Sobre o propósito teórico já falei em artigos anteriores, repetindo que este diz respeito à teoria neoliberal que defende a livre iniciativa sem controlo estatal. Já o propósito material deriva do primeiro, isto é, do teórico e apenas existe para alimentar um mercado bolsista sedento de oportunidades de negócio. As notações, ou se preferirmos, as notas atribuídas aos estados soberanos servem de aviso a possíveis investidores, de modo a analisar o risco que estes podem correr ao adquirir determinada dívida pública.
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Dito isto, devemos acrescentar que deste modo, os estados passam a estar "reféns" das notas atribuídas pelas agências de rating.
Todavia, devemos também nós acrescentar a nossa teoria, que não é mais do que: pelo recurso à lei, pôr termo às agências de rating, bem como responsabilizar com recurso a auditorias exaustivas, os políticos pela situação caótica das contas públicas...

04 abril 2011

FMI

A história diz-nos que o FMI é uma instituição cujo pensamento teórico defendia e defende o neoliberalismo, dito de um outro modo, defendia e defende a livre iniciativa sem freios, quer dizer, achava e acha na sua pureza teórica que o mercado se auto-regulava e regula. Contudo, falhara redondamente, tendo os EUA reformulado a teoria, para que os mercados não entrassem em colapso monetário. O mercado não se auto-regulara, pelo contrário, sem a mão do Estado, teria havido uma catástrofe financeira à escala planetária. A história também nos diz que o FMI não acreditava que o colapso dos mercados financeiros fosse uma realidade. E realidade ultrapassara a teoria saída das cabeças dos pseudo melhores teóricas da actualidade.
Todavia, a trama parece estar para durar, na medida em que a instituição FMI, que outrora falhara, é agora considerada a salvadora das pátrias, que esconde, sob o rating das agências especializadas em desgraçar quem convém, a usura disfarçada de empréstimos necessários que apenas interessam à instituição FMI em detrimento dos Estados aflitos, e dos povos cada vez mais esfomeados; reduzidos a cada nova medida de austeridade ao básico para subsistir...

03 abril 2011

Salvar Portugal

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer á autoridade pública.
Constituição da República Portuguesa
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Neste momento sensível e particular, devemos aceitar a condição de defesa do que entendemos ser a nossa pátria, à qual vulgarmente chamamos Portugal. Depois de mais de oito séculos e meio de História colectiva, julgo que temos o direito de decidir do nosso futuro. Penso ser a hora de dizer: já basta, já chega de mentiras. O cidadão português merece conhecer a verdade dos números, a verdade sobre a dívida pública. Merece esclarecimento sobre os vencimentos obscenos dos gestores das empresas públicas. Merece que se lhe diga qual o real valor da dívida das parcerias público privadas. Estes últimos anos de prosa política, de oratória de entretenimento deve acabar aqui. Não podemos continuar a pactuar com a farsa, com esta peça de teatro dramática. Temos a obrigação moral de agir em conformidade com os acontecimentos. Temos a obrigação de auditar as contas públicas e de responsabilizar quem deve ser responsabilizado. Prender quem deve ser preso. Fingir que nada disto está a acontecer, apenas e só prolonga o drama de um país agonizado, triste, sem futuro. A História do povo português pertence-lhe, e por ele deve ser escrita...

02 abril 2011

153 mil milhões

A dívida do Estado português ascende a 153 mil milhões de euros, número que até pode estar incorrecto, por não se conhecer toda a trama democrática de apresentação de todas as contas públicas.
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Pelo que vejo, e pelo que tenho visto e analisado, não é preciso o resgate financeiro do FMI; o que é preciso é acabar com um sistema político que a cada novo dia cria mais dívida, a cada novo dia financia as solidariedades existentes entre famílias políticas e famílias de sangue. Não há volta a dar, ou se acaba de uma vez por todas com este sistema, ou o sistema "acaba" connosco.
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Enquanto durar a farsa, o banquete será em nosso nome...