31 outubro 2011

Significado do trabalho...

A utilidade do pobre reside na necessidade do rico

Procurar um outro fundamento para esta problemática social é querer negar uma evidência histórica que tem perdurado no tempo, e que teima em continuar para lá deste presente...

28 outubro 2011

Estado agiota

O título é para levar a sério, se pensarmos que o estado tira aos que menos tem para dar aos que têm quase tudo. Os cortes anunciados a propósito da austeridade para todos, não vão chegar para pagar  os juros da dívida, mas como se isso não bastasse, ainda temos de pagar até 2014 655 milhões de euros em comissões. Não se está a falar de amortização de dívida, ou de pagamento de juros da dívida, mas de comissões, traduzido, de agiotagem a roçar o roubo. Sabemos que a especulação bolsista tem razões ocultas que a própria razão desconhece, no entanto, vamos fazer sacrifícios, não para bem do país, mas para enriquecer ainda mais quem promove o endividamento dos estados meio soberanos...

Consideramos demasiado grave os acontecimentos contemporâneos, que o cidadão ainda prefere não ver, por considerar que sentado no sofá a ver a bola, faz mais pela pátria do que partir para a luta... O que só por si, já multiplica a gravidade da situação actual, que apenas é controlada por meia dúzia, e provavelmente, por cidadãos não naturais...

27 outubro 2011

Desgoverno...

A riqueza cria-se através da criatividade, da abundância e do acreditar que se é capaz. Todavia,  esta premissa parece não ser assim tão verdadeira para o governo português, que tem feito mais pela pobreza do que qualquer outro, na medida em que tira aos que menos têm, para dar aos que já têm quase tudo. A austeridade é apenas um meio, habilmente criado para praticar, não a dita criatividade mas a competitividade, aqui entendida como saque, aos que ainda resignados se conformam com tão grande incompetência...

25 outubro 2011

Constituição da República Portuguesa III

Artigo 21.º
(Direito de resistência)

Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

Mais claro é difícil: é nosso direito e dever, resistir pela força a qualquer agressão, seja esta de índole particular ou estatal.

O retrocesso social em democracia é um contra-censo político contemporâneo. É um disparate pensado e posto em prática, contra o próprio cidadão eleitor...

22 outubro 2011

Constituição da República Portuguesa II

Artigo 13.º
(Princípio de igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Pensamos que a leitura da constituição deveria ser suficiente para que o governo percebesse que o que invoca para subtrair/roubar os subsídios aos funcionários do Estado, é inconstitucional, viola a constituição. Sabemos também que a mentira é parte importante da diplomacia política portuguesa, logo, não nos admiramos que mentir seja para o governo tão natural como respirar...

21 outubro 2011

Constituição da República Portuguesa

Princípios fundamentais

Artigo 1.º
(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Presumimos que este texto fundamental, tido como que, quase uma bíblia da República, represente agora um mero texto de artigos ditos fundamentais, que pouco ou nada justificam a sua existência efémera, quase também sem significado nem poder de impor um modo de agir aplicado a todos os cidadãos da república.

Dito isto, parece evidente que os sucessivos governos, que por norma enchem o boda de asneira e de constituição, serem os primeiras a ignorarem os direitos dos cidadãos consagrados na constituição, o que significa, como parece ser, que violam com certeza o que definiram como artigos fundamentais do direito português.

Mais uma vez, estamos perante mentirosos, gente de má fé e possivelmente perigosos...

19 outubro 2011

Governo de Portugal


Pedro Passos Coelho - Primeiro-Ministro
Vítor Gaspar - Ministro de Estado, Ministro das Finanças
Paulo Portas - Ministro de Estado, Ministro dos Negócios Estrangeiros
José Pedro Aguiar Branco - Ministro da Defesa Nacional
Miguel Macedo - Ministro da Administração Interna
Paula Teixeira da Cruz - Ministra da Justiça
Miguel Relvas - Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares
Álvaro Santos Pereira - Ministro da Economia e do Emprego
Assunção Cristas - Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território
Paulo Macedo - Ministro da Saúde
Nuno Crato - Ministro da Educação e Ciência
Pedro Mota Soares - Ministro da Solidariedade e da Segurança Social

No dia 5 de Junho de 2011, 2.159.742 de portugueses fizeram uma cruz no boletim de voto, no quadrado que correspondia ao partido PPD/PSD para as eleições da Assembleia da República. Este sentido de voto possibilitou que o PPD/PSD tivesse 38,65% dos votantes. A este partido adiciona-se-lhe o CDP-PP com 653.987 votantes, o que significa, que os dois partidos de "direita" juntos conseguiram fazer uma maioria parlamentar, de modo a legislarem sobre o que quiserem e sem quase nenhuns impedimentos democráticos de maior relevo...

Neste sentido, devemos recordar ao cidadão que pouco liga à política, que a alternância democrática só poderia dar nisto, isto é, nesta pouca vergonha, afirmamos pouca vergonha, convictos de que a afirmação ficará para prova futura, para quando for necessário levar alguns ditos líderes à responsabilidade, para não utilizarmos um outro substantivo mais adequado à situação presente do país...

Concluiremos, afirmando que estes são os nomes que devem reter, pois foram aqueles que escolheram para governar...

18 outubro 2011

A farsa democrática II

A Democracia tem destas coisas admiráveis, na medida em que retira ao que menos tem para dar ao que já tem quase tudo!!!

17 outubro 2011

A farsa democrática

A Democracia portuguesa actual é uma farsa gigante, aterradoramente gigante, que pelo medo tenta coercivamente controlar o pensamento do cidadão, quanto mais livre, mais perigoso, quanto mais independente, mais perigoso, quanto mais académico, mais perigoso. Esta farsa democrática é triste, tenta insuflar no homem mediano a resignação, a lamuria, a deixa andar, a aceitação antecipada da derrota, do veredicto imposto sem discussão, à presa, quase ditatorial!
O que é preciso é que hajam homens dispostos a sacrificar-se pelo bem comum, homens prontos para o combate, para a insubordinação, para a revolta, para a manifestação, para alterar e reescrever a História...

15 outubro 2011

Militares, polícias e serviços de informação contra a austeridade...

Fazemos aqui um apelo sincero aqueles que por força do seu ofício, têm de guardar segredo das asneiras dos políticos mentirosos que temos tido e ainda temos. O apelo é feito aos militares, aos polícias, e aos que prestam serviço nos serviços de informação e segurança, no sentido de deixarem de servir o governo de Portugal, na medida em que servir o governo, é o mesmo que servir contra o Estado português. 
Temos produzido prova e teoria sobre o percurso de alguns pseudo líderes, gente que não se lhe reconhece nenhum mérito, seja este profissional ou académico... O ataque inconstitucional aos vencimentos, confirma a tese que defendemos à já alguns anos; logo, caros operacionais, depende de vós, escolher o lado da trincheira, se querem continuar a servir quem não está preparado, se querem continuar a servir quem pela via da lei, rouba um direito consagrado e bem soado por vós, se querem continuar a servir quem não tem respeito por quem mantém a ordem pública e garante que o cidadão possa conviver em liberdade...Ou se arriscam, e servem quem efectivamente pode de uma vez por todas por ordem na casa...
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Continuardes a servir este sistema, tal como ele está neste momento, é  mesmo que permitir que a Nação de todos nós naufrague, se afunde num mar de dívidas contraídas pelos políticos mal preparados, mal formados, e alguns deles, formados até nas novas oportunidades...Uns ao domingo, outros ao feriado...
É suficiente que digam que já chega... O resto fazemos nós...

14 outubro 2011

Mentira democrática...

Consideramos demasiado grave o Orçamento de Estado para 2012. Percebemos que é mais fácil aplicar medidas avulsas, destinadas  ao universo da função pública, incluindo obviamente as empresas de capital público, por ora, por forma a controlar os efeitos catastróficos que poderão ocorrer socialmente, nomeadamente, com manifestações e alterações da ordem pública. Consideramos também, que qualquer manifestação de desagrado levada a cabo pelo cidadão, é da inteira responsabilidade do governo, na medida, em que é o governo, que pela via da lei, rouba o cidadão, e para que não ajam dúvidas, dissemos roubar.
O que agora vai ser aplicado aos funcionários públicos vai ser aplicado a todos. O governo só precisa de nomear um qualquer desvio colossal nas contas públicas para poder aplicar o que lhe vai na republica gana.
Temos afirmado neste espaço livre, que em Portugal, a mentira política é uma epidemia que afecta quem se aproxima do poder político e quem nele pousa. 
Neste sentido, consideramos estarem reunidas as condições necessárias a uma alternância de poder, poder que por ora, o cidadão não pede, por considerar que ainda vai estando bem, mas que clamará no futuro; e aí, estaremos disponíveis para tomar o poder, pelos meios que acharmos mais adequados à circunstância história presente de Portugal...

13 outubro 2011

Assembleia da República

O poder legislativo ainda não acabou com as suas reformas ricas, auferidas a fim de meia dúzia de anos mais dois. Bem sabemos que é difícil impor austeridade em casa. Mas também sabemos que é mais fácil impor coercivamente austeridade aos outros...

11 outubro 2011

Democracia

Não se percebe que um político utilize o dinheiro dos impostos dos portugueses, para  fazer dívidas que sabe que não vai poder honrar. 
Não entendemos que o cidadão continue a dar o benefício da dúvida, quando o poder político democrático tem sido maioritariamente repartido por apenas dois partidos. Partidos que neste preciso momento têm os dois ex "jotas" à frente, um no destino do país, outro na oposição. O benefício da dúvida é apenas uma desculpa para escamotear a pseudo rotatividade democrática, que não existe, na medida em que o eleito tem sempre uma função à sua espera quando estiver no papel de eleitor; neste sentido, o sistema político parece beneficiar apenas aquele que utiliza a política como meio de obtenção de poder...

10 outubro 2011

Madeira

Lá com cá, o cidadão ainda prefere quem lhe prometa o que não tem para dar, ainda prefere a mentira, ainda prefere confiar o destino do dinheiro dos seus impostos em quem tem o mau hábito de gastar sem regras o que não é dele. Este parece ser o sentido do dinheiro dos impostos em Democracia...Haja algum decoro, alguma responsabilidade, e algum sentido de Estado. Esperamos para ver, mas não esperamos muito, e enquanto esperamos, o dinheiro daqueles que pouco têm tem servido para insuflar e manter a banca, única garante da Democracia. Escrevemos no passado, que sem banca não existe sistema capitalista, logo, não existe Democracia...

07 outubro 2011

A queda de um conceito...

Citamos algumas vezes o mestre JAL, de modo a podermos reflectir sobre o futuro da Democracia, e dos conceitos errados que lhe estão associados. JAL afirmava que a Democracia era o império da opinião sobre o juízo, isto é, fazendo a analogia com o tempo presente, o número, a quantidade sobrepõe-se à qualidade, aquela capaz de formular conceitos e estabelecer o que é mais adequado para todos. A maior quantidade de número de votos não é significado de mais inteligência, de eleição dos mais capazes, de certeza de termos escolhido os melhores; significa apenas que se escolhera o que havia para escolher, escolha previamente imposta pelo bom sistema que peneira quem não é bem vindo, dito de um outro modo, afasta aqueles que estariam à partida mais capacitados para defender o real interesse do Estado, interesse esse que não deve ser confundido com o interesse do partido mais votado, e que é chamado a governar após as eleições. Este sistema esta viciado, e se queremos realmente mudá-lo, não podemos confiar em quem se tem servido do sistema político para proveito próprio, é preciso mudá-lo, mas de fora, com outros cidadãos, mais capazes, quase intrépidos, quase estóicos.
A Democracia esta a deixar cair uma das suas maiores bandeiras, aquela que sustentava que a evolução social era contínua, crescente e sempre melhor. 
O dia-a-dia confirma o contrário, na medida em que se tira ao que menos tem para dar ao que mais tem...

05 outubro 2011

5 de Outubro...

Esta data encerra dois acontecimentos relevantes para a nação portuguesa:
I - Em Zamora, corria o ano de 1143, é assinado um tratado que paz que consagra a independência de Portugal.
II - Em 1910 é implementada a República em Portugal.
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Por alguma contingência histórica contemporânea e política, no tempo presente apenas se comemora a segunda data, o que não deixa de ser estranho, se pensarmos que nacionalidade acontecera na primeira...

04 outubro 2011

Democracia...

Pensamos em fazer uma crítica construtiva sobre as assimetrias existentes na sociedade portuguesa, uma simples reflexão sobre as manobras sociais, económicas e políticas postas em prática, tendentes a promover a continuação das desigualdades... Tendentes a subtrair os ganhos sociais adquiridos pela classe média nos últimos trinta anos de Democracia... Mas não o vamos fazer por ora, por considerarmos que o cidadão  anónimo deve sair do casulo em que se encontra, da comodidade aparente, para fazer ele mesmo essa crítica social...
Diremos apenas que a comodidade contemporânea advém do facto da técnica ter evoluído, o que tem obviamente proporcionado um maior conforto material.
Dito isto, deixaremos dois pontos para reflexão:
I - A evolução do pensamento do político contemporâneo, absorto no conceito democrático, parece ter ficado refém do poder efectivo, entendido como capital.
II - A educação como protecção do intelecto, a educação como armadura do cidadão face às contingências da existência, sejam contingências naturais ou artificiais, mas ambas reais, ainda não fora completamente assimilada pelo cidadão, que tem estranhamente abdicado de querer compreender o mundo em que vive, para se distrair com coisas e causas menores...
Este último ponto reflecte a falta de conhecimento daqueles que foram descritos no primeiro ponto, o que significa, que não fomos capazes de lidar com a oportunidade oferecida pelos ideais do iluminismo...

03 outubro 2011

Democracia

O governo do eng Sócrates ficara conhecido como o governo dos sucessivos PEC's, isto é, pelos sucessivos Programas de Estabilidade e Crescimento, embora a estabilidade e crescimento crescessem sempre na razão inversa da apresentação de um novo PEC.
O governo do dr Passos Coelho arrisca-se a ficar conhecido como o governo dos desvios colossais, que parece não saber muito bem como acontecem, tomando apenas conhecimento depois, o que não deixa de ser estranho se pensarmos que as funções decisórias continuam nas mãos dos mesmos, como sempre temos vindo a afirmar.
Dito isto, o governo actual não é diferente do anterior, utiliza a mesma arma, o mesmo meio para atingir o seu fim, que é o fim de outros, a saber: o medo.
Por intermédio desse medo habilmente cultivado, conseguem fazer aprovar sem lamurias e manifestações medidas destinadas a subtrair o bem comum, prometido pelo sistema político, entendido como Democracia.
Esquecendo-se, que fora ele mesmo, o sistema político a criar esta situação financeira de ruptura existente no país...

02 outubro 2011

Polícias II

Consideramos que o Estado está definitivamente ferido, e ferido pelos seus, isto é, por aqueles que deveriam zelar pela ordem, segurança, e pela manutenção do Estado de direito...
Haveria muito mais a acrescentar a mais esta triste situação originada dentro da PSP, mas por ora ficaremos por aqui, sem nos alongarmos muito, e conscientes de que as palavras e os actos vão ser necessários para utilizar nos dias que aí virão...