29 dezembro 2012

Adivinha...

Dois altos funcionários do Estado, que controlam as funções decisórias...

Um tem três reformas, esquecia-se com muita frequência de aparecer para dar aulas. Também tinha períodos longos de gripes, quando tinha de trabalhar no BP.

O outro, esse, tem um historial interessante de violência doméstica extrema, e algumas desintoxicações realizadas em Espanha, para despistar ou ocultar...

A história, quando revelada, tem destes inconvenientes, porque desoculta a informação escondida. Tem a capacidade de retirar a máscara a quem tem omitido, mentido e por meio dessa via, tem usufruído de bens alheios, quer dizer, bens pertença ou confiados ao Estado...

17 dezembro 2012

Mentiras...

Nestes tempos ditos modernos, uma mentira repetida muitas vezes, passa a ser tida como verdade.

02 dezembro 2012

Pensamentos efémeros II

Sendo a austeridade a pedra de toque que faz o país caminhar para o abismo, se pensarmos no fim da classe média, depressa compreendemos que a agenda política, social e económica do governo, tem por missão liquidar a classe que lhe deu sentido político.

Contudo, ainda não vimos nem veremos o número real de funções decisórias do aparelho de Estado, por estarem nas mãos de famílias políticas e famílias de sangue, quer ligadas a antiga nobreza quer ao clero, entenda-se catolicismo.

Enquanto produzimos pensamento, teoria, eles produzem poder, dividem poder, colocam as peças certas no tabuleiro, de modo a controlar tudo, a ficar com tudo, como se o dinheiro do Estado, entregue ao governo, fosse para eles se banquetearem...

29 novembro 2012

Pensamentos efémeros...

Escrevemos estas linhas um pouco desiludidos com a fibra ou falta dela, dos portugueses. Já estamos habituados a esperar pouco desta falta de coragem colectiva, como se "os nosso egrégios avós" fossem de um outro planeta, ou tivéssemos nós forjado uma outra história, na esperança que todos os actos valorosos passados servissem para acalentar e levantar a alma triste do português contemporâneo, aquele que parece ter sido feito de nada.

A resignação do povo face ao assalto fiscal, face à mentira, face ao descaramento e face a desonestidade do governo assalariado: não tem paralelo na história das gentes portuguesas...

24 novembro 2012

Poder...

Quando delegamos nos deputados da nação a capacidade de decidir, de legislar e de vigiar, estamos conscientemente a transferir o nosso livre arbítrio, estamos deste modo já imposto, a colocar nas mãos de outros o nosso destino político, económico e social. Pior, depois de abdicarmos de controlar o que é que seja, também parece que abdicamos de responder com a força considerada adequada aqueles que todos os dias, deixam que o governo nos roube.

Enquanto falamos, enquanto escrevermos e enquanto não agirmos, eles continuarão a aplicar a sua agenda, que simplificada, se traduz: no empobrecimento da classe média, em contra ciclo com a enriquecimento dos políticos, amigos e afins.......

20 novembro 2012

Desgoverno... e nomeações

Nem tudo parece ser mau, isto é, num mar de tamanha austeridade, 1454 nomeados conseguiram receber o subsídio de férias...

Só à lambada, e mesmo assim, não sei se seria suficiente...

17 novembro 2012

Como parar o saque do governo?

É uma pergunta de resposta simples mas de implicações históricas incalculáveis.
Contudo, devemos fazer uma outra pergunta a nós mesmos, que colide com o nosso aparente bem-estar - estamos dispostos a sacrificar esse aparente bem-estar momentâneo em prol de uma ideia de Pátria que transcenda o individual? 
Estamos enfim preparados para o embate que implica a execução de uma estratégia conducente ao travar do saque governativo?
Se estamos, então, este é o momento certo para erguer a "luta" a outro patamar...

Os discípulos não devem acovardar-se. (João 16)
Por vezes, as respostas a determinado tipo de perguntas só se entende quando as acções substituem a oratória...

12 novembro 2012

A justificação para...

Os discípulos não devem acovardar-se.
Disse-vos tudo isto para que vos não acovardais. Expulsar-vos-ão das sinanogas. E vai chegar a hora em que alguém, ao matar-vos, pensará prestar um serviço a Deus. Eles farão assim porque não conhecem nem o Pai nem a Mim. Disse-vos tudo isto para que, quando chegar a hora, vos lembreis do que Eu disse. 
João 16

08 novembro 2012

Revolução necessária...

Temo-nos remetido ao silêncio, não por medo do inimigo, mas por cautela em relação às palavras  escritas... Temos estado atentos às consecutiva asneiras do governo, que a cada novo dia, é ainda mais incompetente, e como se a incompetência não bastasse, mente, produz contra-informação, oculta informação vital aos cidadãos eleitores, dissimula a consolidação orçamental num triste e enorme aumento de imposto, que apenas vai produzir mais asneira do que aquela que tem feito até aqui...

Temo-nos remetido ao silêncio, com medo da nossa determinação, da nossa capacidade para dirigir e fracturar a sociedade, da nossa fé numa luta sem tréguas que deverá terminar com a prisão de todos os responsáveis, e não se trata de simples semântica... Se um dia iniciarmos a revolução, todo o edifício ruirá, para se construir um novo... 

Neste sentido, e para não nos alongarmos muito na escrita, apenas diremos que a Segurança Social, que deveria preservar o dinheiro da TSU que lhe é entregue, perdeu em bolsa cerca 1.500 milhões de euros....... Se a revolução fosse feita por nós neste momento, fiquem a saber que estes meninos eram imediatamente presos, mesmo sem a necessidade de recorrer às autoridades, que apenas obedecem a directivas políticas contrárias ao bem comum...

31 outubro 2012

"O fim da classe média"

Na realidade, a classe média como hoje a entendemos, no sentido muito pouco marxista da «middle class» anglo-saxónica, é uma novidade relativamente recente na articulação social, e nem sequer diz respeito a todo o planeta. p.13


Se fosse necessário identificar um lugar ou uma região do planeta onde o desaparecimento da classe média é vivido, mais que em qualquer outra, com profunda dificuldade ou até com uma sensação difusa e comum de medo, essa seria, sem dúvida, a Europa. p.85

20 outubro 2012

Revolta dirigida

Neste tempo histórico de mudanças profundas, compete-nos agarrar a história com as duas mãos, como se ela fosse fugir, ou simplesmente fosse para ser escrita por um outra mão. É urgente decidir sobre se se age ou se se fica em casa, a ver televisão, formatado à maneira que eles querem que sejamos.

Não nos adianta resignar, porque cada vez que o fazemos, eles avançam ainda mais impiedosos, ainda mais crueis e ainda mais desumanos.

Que maior honra poderemos deixar às futuras gerações e à nossa prol, do que a realização da própria História, como se ela estivessa à espera que a escrevessemos.

Quem nos seguir, quem estiver disposto a cortar as correntes que o prendem a esta prisão de nadas, que grite, que se prepare e que esteja alerta para lutar por aquilo que ainda é nosso, que é a nossa dignidade, a nossa honra e a nossa coragem!!!

15 outubro 2012

Assalto fiscal...

A apresentação da proposta de orçamento para 2013 é em si mesma um assalto fiscal ao orçamento familiar dos portugueses. O governo, esquecera-se que aqueles que trabalham e que pagam impostos também têm obrigações para além das contributivas, e que se estas não forem honradas, terão consequências nefastas para o social, o económico e em última instância, para o político.

Dito isto, continuamos atentos e determinados a não soçobrar face à austeridade imposta de forma violenta, inconstitucional e claramente contra todos os portugueses...

12 outubro 2012

Porque esperamos?

O título deste artigo remete-nos imediatamente para uma tomada de posição. Porque esperamos? Se a cada novo dia, o governo de Portugal rouba os seus concidadãos, com recurso a leis coercivas, que o próprio Tribunal Constitucional chumba.

Porque esperamos? Se o governo actual governa contra quem delegou nele a possibilidade de governar para o todo, de modo a preservar o estado, dito de um outro modo, a garantir que os impostos dos cidadãos sejam bem aplicados...

Porque esperamos? Se a cada dia que passa, vemos o empobrecimento tomar conta das nossas ruas. Não existe um único serviço tido como básico que este governo não tenha encarecido... Definitivamente já chega de roubo, de incapacidade governativa, de hipocrisia histórica, já chega... temos estado a meditar, a preparar o advento de um novo Portugal, de um novo futuro, com  novos decisores, gente capaz e desinteressada, consciente e perfeitamente conhecedora da realidade actual...

Neste sentido, o porque esperamos, já não tem sentido, devemos antes considerar: para quando?

07 outubro 2012

A justificação da revolta pela Constituição da República Portuguesa

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

O artigo é claro, explicito, diz-nos que temos o direito à resistência. Que temos o direito de agir pela força face a qualquer agressão cometida contra nós.

Neste sentido, é o que devemos fazer. Devemos sem demoras nem lamurias, repelir pela força considerada necessária, o assalto aos nossos direitos, o assalto aos nossos salários, o assalto ao nosso bem-estar e o assalto ao nosso modo de vida conquistado pelos nossos pais.

Devemos nestes tempos incertos e de instabilidade sair da comodidade do sofá, da confortável atitude de distância face aos acontecimentos contemporâneos; aqueles que pela via coerciva da lei, nos provocam diminuição do vencimento, aqueles que pela via coerciva da lei criam dificuldades às empresas... Devemos neste tempo único, estar atentos, despertos e disponíveis. Devemos ser activos e diligentes, e ter presente que podemos ser chamados a qualquer momento a mudar inexoravelmente o rumo da História...

05 outubro 2012

História...

5 de Outubro de 1143, Tratado de Zamora.

5 de Outubro de 1910, Implantação da República.

Duas datas, duas celebrações, dois símbolos esquecidos, nomeadamente, a primeira data, porque trata do reconhecimento oficial da independência do Condado Portucalense, hoje Portugal.

Contudo, relembro a urgente necessidade de refundar Portugal, pensar Portugal para além dos círculos políticos actuais. Compete-nos escrever a nossa história, reescrever o que está em desacordo com o espírito da nação portuguesa, Urge portanto agir em defesa do que é português. Não podemos consentir por muito mais tempo que os políticos mintam, aldrabem, ocultem, enganem e dissimulem as verdadeiras contas públicas na normal oratória de bancada...

Estamos muito atentos a possíveis alterações da ordem pública. Estamos sensíveis à ideia da transmutação da organização política do país, nem que tenha de ser feita pela via mais radical....

29 setembro 2012

Blogue - A insustentável beleza dos seres

Cito e parafraseio o blogue - A insustentável beleza dos seres, a partir do seu artigo:
ISLÂNDIA – a revolução silenciada! Mas vitoriosa!, publicado a 26 de Setembro de 2012.

O artigo diz-nos que na Islândia, o cidadão soube dizer basta, soube dizer aos políticos e afins, que a dívida feita pelo governo e banqueiros era uma dívida deles, e não do cidadão. E que por via desse facto, eles deveriam ser responsabilizados, e que o cidadão não iria pagar uma dívida que não é sua, mas que fora feita em seu nome.

Aqui, deveríamos fazer o mesmo, mas prender de imediato políticos e banqueiros, e todos aqueles que defendem que o cidadão deve pagar a dívida que não contraíra. Esses, são iguais aos primeiros, porque sustentam e ajudam na formatação de um ideal que afirma que a dívida dos políticos democratas deve ser paga pelo suor e sangue dos cidadãos.

Não agir, não dizer basta, não dizer já chega, é o mesmo que permitir que a farsa continue...

Revolução já!!!

24 setembro 2012

Revolução violenta...

Tememos que a revolução tenha de ser violenta. E dizê-mo-lo não por capricho nosso, mas porque parece haver por parte do governo alguma desfaçatez, alguma inconstância e incompetência para governar Portugal, dito de um outro modo, para gerir os impostos pagos pelos cidadãos portugueses.

Pessoalmente, já não temos mais discursos de entretenimento ou de simples adiar de uma transformação urgente da sociedade. Estamos convictos que o presente, é o momento certo para operar a revolução violenta de transmutação da sociedade, consequentemente do sistema político... 

Esperar pelo dia de amanhã, poderá ser tarde de mais. Se tomarmos o poder, os políticos serão imediatamente responsabilizados pelo que se está a suceder no país, serão julgados e obrigados a pagar a dívida que contraíram em nome do povo...

Alguns serão presos, para servirem de exemplo. Outros, se não justificarem a proveniência dos seus bens, ficarão com os bens apreendidos até confirmação da proveniência ou da presunção de inocência.

Enquanto continuamos a escrever sobre a crise, sobre as medidas de austeridade, o governo desgoverna-se, mas governa-se para os seus detentores...

Só pela via da revolta contínua, se conseguirá transformar Portugal...

Estamos à espera de homens dispostos a assumir a História do seu tempo. Já chega de lamurias, de desgraças, de governos medíocres e de gente má e mal formada...

21 setembro 2012

Terroristas...

Os verdadeiros terroristas estão no governo, entenda-se: terroristas políticos, terroristas sociais e terroristas económicos. Três castas de terroristas, que pelo recurso ilegítimo e inconstitucional à lei coerciva, roubam o cidadão, atacam o cidadão. Abalam instituições seculares, criam medo, ansiedade, provocam descontrolo, criam situações de stress no cidadãos. E ainda se mostram insensíveis ou indiferentes à desgraça que se abate no seio do seu povo.

Estes terroristas deveriam estar presos, deveriam prestar contas, dizer onde gastam o dinheiro dos impostos dos cidadãos, enfim, vou ficar por aqui, senão ainda me sinto na obrigação de começar já a revolta, que está para breve, e que será muito dolorosa...

15 setembro 2012

15 de setembro de 2012

As manifestações que ocorreram hoje, demonstraram que o povo está farto de mentiras, farto de mentirosos, farto de terroristas sociais e farto de terroristas políticos.

Os consecutivos roubos impostos pela força da lei, estão a levar o povo ao desespero. E esse desespero pode a qualquer altura redundar em violência...

13 setembro 2012

Intifada...

Éramos para encomendar pedras para o dia 15 de setembro, mas lembramo-nos a tempo que este meio é bem mais rápido na sua eficácia...

07 setembro 2012

Governo, mentiras e impostos...

Após o anúncio das novas medidas de austeridade pelo excelentíssimo senhor primeiro-ministro de Portugal, ficamos com a doce sensação do engano e da dissimulação do aumento de impostos.

Neste novo dia de luto nacional,  resta-nos contratar meia-dúzia de Drones, para construir um novo Portugal.

Como já dissemos em tempos, estamos prontos, preparados, determinados, diligentes, conscientes dos riscos, mas também conscientes da oportunidade que se abre com esta nova anunciação de impostos, de novo saque, de novas mentiras...

Retardar a revolta é consentir que o roubo institucional resulte em empobrecimento de quem trabalha.

Quem tiver coragem, que se junte a nós, quanto ao resto, trataremos com a delicadeza necessária a momentos históricos dignos de respeito pelas novas gerações...

27 agosto 2012

Homens a desfalecer...

Há homens que deixaram de viver antes mesmo de terem começado p. 87
Séneca

A sentença de Séneca não poderia ser mais actual, mais acutilante, mais propositada, se pensarmos na apatia congénita característica do português, que prefere o nada ao tudo, que prefere a cobardia ao ataque de frente, que prefere o sofá ao risco, em suma, que prefere delegar obrigatoriamente noutros o deveria ser ele a resolver.

Este homem perdeu o instinto animal de sobrevivência, porque já desistiu de caçar para si e para os seus, porque já foi formatado pelo subsídio de dependência vitalício... oferecido pelo Estado agiota, que tira a quem trabalha ou trabalhou uma vida inteira para dar a quem se recusa a trabalhar ou a sair do sofá...

23 agosto 2012

Democracia, mentira e revolta...

A democracia é uma impossibilidade lógica. É uma realidade ilusória, que vive de promessas. É o império da opinião sobre o juízo, opinião diligentemente dirigida, orquestrada e habilmente ensinada desde os bancos de escola...

Todos os conceitos que lhe dão originalidade estão por cumprir, porque ela anula a própria diferenciação natural dos seres... 

Só deste modo se pode compreender a ausência de revolta, a apatia geral e a desistência face às agruras da vida... Como se já não houvesse mais nada a fazer, como se a vida já não tivesse significado ou como se a vida fosse em si um mero respirar, apenas para permitir continuara a viver, num sentido quase animal e irracional, enfim, como se a razão fosse também ela um mero assessório, quase um impedimento para a vida plena, cheia de energia e revolta sã e viva...

Só os revoltados é que estão na disponibilidade de continuar a viver num outro patamar de vivência. Só os revoltados são capazes de transformar a sociedade pelos meios que forem necessários. Só os revoltados conseguirão transmutar-se, identificar-se com a vivência plena, a energia vivificante que tudo anima. Por último, só aos revoltados compete agir sem demoras, como se o amanhã não existisse, como se o amanhã fosse um futuro diferente daquele que nos querem impor, ou como se não houvesse simplesmente amanhã para experimentar...

18 agosto 2012

Sobre o amor...

...Amor é muito mais do que hábito, é sobretudo tempo. E quando se ama, há sempre dúvidas e medos, há sempre uma vontade secreta de outros desejos, de outras vidas, de outras viagens, mas vem o tempo e decide por nós aquilo de que não somos capazes... p.96

13 agosto 2012

História

Esta obra do historiador Geoffrey Blainey é de leitura muito obrigatória. Não só deve figurar na estante da biblioteca de um homem culto, como deve ser lida com atenção.

Uma das razões para o incómodo de se ser historiador, diz respeito à constante e inexorável procura da verdade, como se a verdade só se revelasse ao homem que tenta ver o passado com outros olhos... Olhos de interrogação, de dúvida, e de procura diligente da verdade ocultada...

Depois da leitura, o comum dos mortais vai compreender que em história, os acontecimentos não são assim tão lineares, porque o mesmo "evento" pode acontecer em tempos diferentes e espaços diferentes.O que torna mais difícil perscrutar o passado...

03 agosto 2012

Central de Inteligência

Missão do SISD:
Investigar cientificamente as relações sociais e económicas ocorridas no território nacional com o poder político contemporâneo.

À missão do SISD não é alheia a desinformação caraterística existente na sociedade portuguesa, daí que se torne mais acutilante a activação do SSI, serviço adstrito à CI que requer absoluto controlo de todos os meios, sejam estes físicos, sejam virtuais, e cuja sua componente é em última instância a de um suporte físico, porque se assim não fosse, seria bem mais fácil eliminar todo o seu conteúdo. 

O poder no futuro estará na informação total, dito de um outro modo, informação omnipresente, onde nada escape ao seu controlo mais do que eficaz. 

Neste sentido, urge criar ferramentas que permitam o controlo omnipresente da informação... 

02 agosto 2012

Psicologia do medo...

O governo, num acto de meio desespero, tentou demonstrar que as forças de segurança estão preparadas para susterem qualquer tentativa de alteração da ordem pública.

Num exercício dialéctico, apenas dizemos que o governo e o seu antecessor, conseguiram fazer mais pela alteração da ordem pública, do que todos os cidadãos juntos, na medida em que ambos têm destruído o tecido produtivo do país com palavras bonitas de austeridade e de meninos bem comportados...

Mas voltando à segurança; o país, neste momento de pré-insolvência, que não consegue pagar as suas dívidas, a não ser com o dinheiro dos outros, não tem capacidade nem meios materiais e humanos para suster uma revolta. Vamos mais longe, só o cidadão é que ainda não se apercebeu que a defesa do Estado está por um fio, e que basta cortar o fio para ele desmoronar...

28 julho 2012

Inconstitucionalidade do OE de 2012

Já tínhamos escrito neste blogue que os cortes nos subsídios de férias e de natal para os funcionários do Estado, das empresas públicas e pensionistas eram de facto inconstitucionais. 

Olhamos para a constituição que temos à nossa frente, e só nos apetece ser violentos, mandar prender quem mentiu aos Portugueses como se estes fossem crianças, mas preferimos esperar, meditar, arquitectar, preparar a estratégia, mantermo-nos atentos, despertos, altivos, intrépidos, abnegados, conscientes de que haverá um outro país amanhá, nem que seja imposto pela força....

23 julho 2012

Echelon

Escrevemos sobre este tema muito simpático por considerarmos que o governo que temos é um governo fantoche, manietado, refém dos mercados, das famílias políticas e das famílias oligarcas que decidem e têm mais poder do que todos os ministros juntos.

Dito de um outro modo mais adequado, agora que a palavra está em voga, não só o governo é um governo fantoche, como mente, subtrai inconstitucionalmente os direitos e o dinheiro dos cidadãos. 

Neste sentido, e por analogia, a Democracia é uma fantochada... porque é uma impossibilidade lógica, na medida em que o que apregoa é de impossível execução...

19 julho 2012

Portugal até quando?

Obra de Miguel Real, de leitura muito obrigatória, para quem ainda se sente partícipe deste país a definhar... 
Sentimo-nos tentados a citar partes do livro, todavia, refreámos essa vontade por considerarmos que estaríamos a citar o que retivemos com maior prazer de leitura, e não o que pode estar em maior acordo com futuros leitores. Deste modo, deixamos propositadamente aos vindouros o livre arbítrio de lerem ou não... A Vocação Histórica de Portugal.

16 julho 2012

Estudar...

Estudar, entender e compreender o que se lê, tentar que o mais importante permaneça até que a vida se extinga. Adequar o teórico à prática, numa simbiose quase perfeita, qual deus mortal. Eis um dos sentidos da vida, um daqueles que pode gravar a letras de ouro o nosso nome na História...

Todavia, existe sempre alguém que tenta, não pelo saber, pelo aprender teórico, compreender mais, mas desenrascar mais, mentir mais, fazer equivalências ao que não tem, como se pudesse equiparar a leitura de um clássico a um copo de vinho, ou a um noite de folia. Tudo ou quase tem a sua "necessidade", contudo, querer transformar o nada em tudo, ou a folha branca num canudo timbrado, é mesmo que viver sob a ilusão do saber, da inteligência e da aprendizagem contínua, como se o saber fosse algo ofensivo, contrário à necessidade intelectual do homem...

Ovelhas a comandar ovelhas... cegos e guiar cegos...

04 julho 2012

Revolta...

Quase três da manhã e nós aqui a convocar a revolta, quando deveríamos tentar reunir os revoltosos, mas cedo nos apercebemos que os homens que onde fazer a revolta ainda não nasceram, e depressa sorrimos, depressa compreendemos que não se fazem revoltas sem revoltosos, sem homens ou meninos que dizem ser homens, mas que bem lá fundo, escondem um medo terrível de serem alguma coisa, para além do mero vegetar, do mero deixar andar, do diz que diz, do a onde fores ter faz o que vires fazer, como se o sentido da existência não tivesse sentido nenhum, ou como se a indiferença, a apatia, a cobardia e o medo fossem em si justificação para a inacção e a triste resignação, em suma: como se o nada fosse tudo...

28 junho 2012

Divinos ou mortais?

Um simples arrepio que se sente na espinha, e depressa compreendemos o alcance inimaginável da nossa vivência, da possibilidade de se sentir a vida a fluir pelas nossas veias, como se Deus quisesse que fossemos únicos. 
Olhamos em frente com tudo a que temos direito, vemos, ouvimos, sentimos, agarramos e gostamos. Deus ou o que possa isso representar, presenteou-nos com esta vida, com esta experiência intraduzível, como se fossemos também nós seres divinos, capazes de nos transmutar, de perdurar na história das gentes e do mundo e capazes de honrar com a mais terna piedade filial a possibilidade de sermos mais, vivermos mais e sentirmos mais...

27 junho 2012

Diferenças...

Há uma linha que separa
quem trabalha abnegadamente e não recebe o subsídio de férias

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E quem nada faz nem quer fazer 
E recebe o subsídio como um direito adquirido

25 junho 2012

História e magia...

A história do Egipto é uma história fascinante, onde uma estranha intersecção acontece com a história e a magia...

21 junho 2012

Solstício de verão

Devemos aproveitar este período de luz e calor para recarregar as baterias, para reaprender a receber a energia oferecida gratuitamente pela natureza e para ritualizarmos a bênção da dádiva que é a vida que temos. Compreender este tempo, este estar aqui e agora e este presente contínuo, requer sabedoria, aproximação à perfeição, dádiva constante e dação de si. É como se captássemos o divino, o tivéssemos ali à nossa disposição para sermos mais, para sermos diferentes, completos e mortais...

20 junho 2012

Constituição da República Portuguesa

Capítulo II
Direitos, liberdades e garantias de participação política
Artigo 48.º 
(Participação na vida pública)
2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.

A escolha deste artigo é pertinente, porque determina de forma clara e inequívoca a obrigação de o Estado prestar esclarecimentos aos cidadãos, sempre que solicitados.
Todavia, sempre que o cidadão solicita informação sobre a gestão dos assuntos públicos directa ou por intermédio dos seus representantes, é como se o direito consagrado neste artigo não valesse nada...

16 junho 2012

Revolta....

A História colectiva esta repleta de revoltas, de exemplos claros de transformação de um sistema político num outro sistema mais conducente ao social, à participação dos que assim o desejem, na resolução dos problemas normais que acorrem em cada época histórica.

Um homem que não seja revoltado, é apenas um ser transitório e mediano que vive na apatia, no conformismo de ideias ultrapassadas, no deixa andar e numa passividade incompreensível; como se a sua vida significasse pouco, como se a sua existência não tivesse relevância para o todo ou como se não houvesse sentido na sua existência terrena.

A revolta é tão necessária como a insubmissão!!! Se assim não fosse, não haveria crescimento, não haveriam novas ideias, não haveria um novo mundo, novos Estados, novos sistemas políticos, novas tecnologias, novas vacinas; porque a insatisfação, o constante inconformismo resulta em revolta, revolta contra as leis, contra a imposição coerciva de um pensamento único e contra a autoridade conformista.

Neste sentido histórico, a revolta é tão necessária para o homem como a imposição e implosão da transformação o é para a natureza... Sem esta revolta, a natureza não progrediria, o homem não passaria de mero animal e nem os animais se adaptariam a novas formas de sobrevivência.

Dito deste modo, concluiremos que a revolta é a possibilidade de o homem quebrar as correntes da passividade, do conformismo e da apatia generalizada, como se fossem em si algo de bom, mas que colidem com o facto de o Homem ser muito mais do que um simples animal racional...

11 junho 2012

Justiça cega...

A verdade parece ser algo incompreensível para o entendimento de quem administra a justiça. Percebemos já há muito tempo que o país é refém de famílias de sangue e de famílias políticas, que pela solidariedade entre elas controlam os centros de decisão do Estado, o que equivale a dizer-se, que controlam o Estado, o que significa, que a aplicação da justiça é para os outros, dito de um outro modo, para aqueles que estão por de baixo...

Estranhamos o silêncio do povo, estranhamos o silêncio da justiça e também estranhamos o silêncio dos pseudo revolucionários...

08 junho 2012

Direitos meio adquiridos...

Em apenas um ano, o governo da República Portuguesa conseguira o que outros ainda não tinham conseguido, a saber: a destruição dirigida aos direitos adquiridos dos trabalhadores.

Nenhum outro fora mais eficaz na subtracção dos direitos, pensamos que nem mesmo o Estado Novo, conseguira tal feito. Só mesmo digno de um governo de "direita" neoliberal que diz ser social democrata, ou o que isso possa representar no dia-a-dia na vida da nação, que definha a cada novo atropelo perpetrado por este pensamento "neoqualquercoisa".

Se este feito, pode ser considerado, acto de governar, então não precisamos de um governo com x ministérios, com x secretários de estado, com x assessores, com x motoristas e secretárias, com um parlamento com muitos deputados e ainda mais assessores para assessorar os deputados; o que precisamos é de alguém que tenha a coragem para os demitir a todos, por manifesta inadaptação ao posto de trabalho...

03 junho 2012

O dragão de papel

O crescimento económico Chinês assentou quase sempre em investimento exterior, exploração de recursos a preços baixos, para exportação. Agora parece que o crescimento, para se pode mascarar o PIB, é feito à custa de cidades sem ninguém, só para Chinês contemplar.

Pensamos que o povo Chinês tem o que merece e mais não dizemos porque isto da globalização já fede...

30 maio 2012

Silêncio

O silêncio destes últimos dias deve-se ao facto de estarmos empenhados na resolução de questões políticas, de modo a assegurar que o deus também participe e conheça a fundo o funcionamento dos partidos políticos. 

Temos consciência que é uma arte já desmoralizadora, conflituosa, onde impera a astúcia e a artimanha, as palmadinhas nas contas e o corre corre momentâneo da conquista do sorriso e do voto.

Não nos esqueçamos dos oito "tentáculos" do polvo, que não são mais do que portas abertas para o poder; por este motivo é que é difícil extirpar o mal, as ervas daninhas e os diz que diz...

24 maio 2012

Violência familiar...

O que nos incomoda não é a violência dos pais, que apenas são violentos dentro de casa. O que verdadeiramente incomoda diz respeito ao futuro das crianças que são educadas no seio de famílias desestruturadas, sem sentido ou objectivo de futuro. O acompanhamento na escola é quase nulo. A afirmação que fazemos, pode ser compreendida se dizermos que temos um canal privilegiado de acesso a todo o tipo de informação referente a estas crianças que apenas desejam ser crianças e que obviamente querem ter um futuro melhor do que o dos pais... 

20 maio 2012

Civilização

O povo, ou se preferirmos no conceito mais moderno, o cidadão tem de ser levado à civilização pela coerção. Penso que fora Marco Aurélio quem primeiro abordara este tema. Utilizando o termo grilhões para obrigar o povo a ser mais civilizado.

Séneca, um outro estóico alertava seu discípulo Lucílio para os malefícios das constantes lamurias. Não só porque provocam desgaste emocional mas porque desviam o homem do seu objectivo, se é que ainda tem objectivo, ou propósito. Começamos a pensar que ao dito homem mediano moderno já nem resta uma ínfima parte do instinto de sobrevivência original. Dito isto, tememos que nem os grilhões propostos pelo imperador sejam suficientes...

16 maio 2012

Grécia e Europa...

A Grécia sempre teve um problema sério com o sistema democrático. Teve-o na Grécia clássica, e tem-no agora. 

No passado, ainda foi socorrida por Esparta, que evitou a perca de soberania  para a Pérsia. Neste momento, já nem Esparta nem um número incomensurável de hoplitas conseguiria enfrentar os mercados internacionais, sedentos de fome alheia... 

Tememos que este tempo seja um tempo de desagregação, um tempo de abundância que um número crescente não consegue ver... Tememos que Portugal seja o próximo da lista a ser servido no banquete dos mercados... 

14 maio 2012

Constituição da República Portuguesa

Artigo 9.º 
(Tarefas fundamentais do Estado)

São tarefas fundamentais do Estado:
a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais... 

Cada vez estamos mais longe desta realidade, mais afastados da abundância e entregues a políticos medíocres...

10 maio 2012

França...

E agora, permanece a austeridade sem crescimento? Permanece a agiotagem financeira que ganha fortunas com a miséria e a fome de uns... 

A onde está a ideia de estado social, de bem-estar material para todos? A onde está a ideia se que amanhã será melhor?

O estado social pode estar perto do seu fim, o que não deixa de ser estranho, se pensarmos nos biliões de euros e dólares que foram canalizados para a banca, sem sentido e com apenas um propósito definido, a saber: a preservação do sistema democrático a qualquer custo...

05 maio 2012

Onde estão os homens?

..."Cantam, e quando cantam parece que estão sós.
Olham, e quando olham parece que estão sós.
Sentem, e quando sentem parece que estão sós." ...

Poema imortal de Rafael Alberti, chamado de: Balada para os poetas andaluzes de hoje., Poema que nos faz recordar que estamos sós, que acreditamos sós, que somos diferentes sozinhos, e que quando procuramos iguais, continuamos sós, diferentes, altivos, intrépidos, inteligentes, como que exemplos quase divinos. 

Parafraseando Hermes: o homem é um Deus mortal e o Deus um homem imortal. Portanto, sentimo-nos sós na nossa grandeza, na nossa condição de homens mortais, e nessa condição, preenchemos a nossa vida de sentido e significado...

Como não escrevemos só para nós, recordamos que Séneca dedicava no final de cada carta uma sentença a Lucílio, seu discípulo, o que significa, que aqui também vou fazer-vos o mesmo, recordando uma citação simples e plena de significado, escrita por Teixeira de Pascoaes, que deveis guardar para sempre na vossa mente: o poeta é o escultor espiritual de uma pátria.

03 maio 2012

Portugal

Impõe-se desde logo uma pergunta lapidar: estão os nossos políticos assalariados conscientes do peso da nossa História? Ou a transferência de soberania para os mercados internacionais não consignada na constituição, é apenas o primeiro passo para a destruição do que entendemos ser a nossa Pátria....

Agimos ou delegamos nos políticos assalariados o poder de agirem em nosso nome, não para nos governar, mas para nos destruir...

Amanhã poderá ser tarde de mais...

30 abril 2012

Uprising

 Muse - Uprising

Quem ainda tem coragem, força e determinação para fracturar, para criar, para construir, para destruir, e para edificar um outro sistema político?

Quem ainda tem em si aquela centelha quase divina que lhe permite aceder à História colectiva, quem?

O desafio fica feito, quem ainda tiver ou quiser ficar na História como imortal, isto é, com o nome gravado na História colectiva, que apareça. Do que há-de vir, tratamos nós, convictos do desafio que a revolta implica!!!

22 abril 2012

Maçonaria...

Pequeno livro ou se preferirmos pequeno ensaio de investigação, levado a cabo por três jornalistas e publicado em parceria pela Gradiva e pelo Diário de Notícias.

Trata-se efectivamente de um trabalho muito resumido, na medida em que se lê de uma só vez, como o fizemos. Estávamos à espera de mais, porque se tivéssemos de fazer alguma recensão crítica sobre o livro, não pouparíamos nas palavras. Utilizamos este simples exemplo para aludir e reforçar o que pretendemos dizer: diz-nos o livro que o conjunto dos maçons anda pelos 4000, contudo, a lista que nos é fornecida diz apenas respeito aqueles que já quase todos sabemos serem maçons, logo, perde-se o mistério da novidade, da desocultação. 

A idade dos jornalistas pode não ser justificação para o que ficou por dizer, contudo, utilizamos mais um exemplo para contrapor ao homem maçon que diz viver num ideal de fraternidade, igualdade e liberdade, algo que é desmentido pelo currículo cível e criminal. 

A este ideal utópico, enganador, preferimos o nosso: animai os bons e afastai os maus. Simples e eficaz, mas que implica um desprendimento quase inacessível ao comum dos mortais...

19 abril 2012

869

O número 869 corresponde aos anos que a Pátria Portuguesa tem a partir do Tratado de Zamora, datado de 5 de Outubro de 1143.

O refúgio na história não é fortuito, mas pretende tão só permitir estar na posse de teorias e factos académicos relevantes, que demonstrem o quão volátil é o poder dos homens, nomeadamente, o poder dos governos assalariados modernos, que respondem e decidem mais rápido em favor do dinheiro do que daqueles que se deram ao trabalho de ir fazer uma cruz no boletim de voto...

O refúgio na história opera milagres, sustenta certezas, cria dúvidas, interroga constantemente, analisa a prova e perscruta no mais íntimo do tempo, para resgatar a verdade escondida ou ocultada. Interessa-nos essencialmente a história das organizações, incluindo obviamente aquelas ditas secretas, a história mundial, e especificando, a história contemporânea, com principal relevo para a do século XX.

Este mergulhar no tempo da história, permite que a mente dirija a sua atenção para aqueles dados, de modo a privar a inteligência das dificuldades colocadas aos portugueses pelo governo da República, que prefere dar aos que mais têm, o que deveria ser dado aos que pouco ou nada tem. Contudo, não deixa de ser estranho e misterioso, que aqueles que a cada novo dia são mais penalizados, continuem a acreditar em assalariados neoliberais...

16 abril 2012

Rafael Alberti

É PRECISO ESTAR CEGO

É preciso estar cego
ou ter nos olhos aparas de vidro,
cal viva,
areia a ferver,
para não ver a luz que brota em nossos actos,
que ilumina por dentro a nossa língua,
a nossa palavra diária.

É preciso querer morrer sem um sinal de glória e de alegria,
sem participação nos hinos futuros,
sem ficar na lembrança dos homens que hão-de julgar o passado
sombrio da terra.

É preciso querer já em vida ser passado,
obstáculo sangrento,
coisa morta,
seco olvido.

Rafael Alberti é simplesmente o poeta que eternizou os poetas Andaluzes, que mais tarde, em 1975, foram cantados/interpretados pelos Aguaviva.

Alberti fora lido pela primeira vez em 1998, e já nesse ano distante, elegemos o poema acima reproduzido como nosso, como aquele que mais nos identificávamos. A segunda e a terceira estrofe identificam inexoravelmente o sentido da vida ou falta de sentido da vida em alguns seres que mais parece terem existido apenas para fazer número, pois neles quase não se encontra nada de válido que valha a pena enumerar... Mas o poema diz mais, acrescenta mais, interroga mesmo sem a interrogação explicita, ao sugerir: É preciso querer morrer sem um sinal de glória e de alegria...; dito de um outro modo, é preciso querer ser nada, não ter nada que o mova, que o distinga, o enalteça e o eternize. É preciso querer já em vida ser passado... O se preferirmos, estar morto mesmo estando vivo. 

O poeta soube cantar os desencantados, os derrotados, os incapazes, os que deixam andar, os que preferem ver de longe e os que deixam que a mão de outros escreva a sua História...

A este estar cego, contrapomos, enaltecendo a coragem, a força e a determinação. A capacidade, a resiliência e a inteligência posta ao serviço da nova Central de Inteligência. Motor de um novo propósito de vivência...

13 abril 2012

Tot

Sentir a vida a fluir, a percorrer quem somos.
Sentir que estamos vivos, despertos, conscientes da possibilidade da transmutação da vida.
Olharmos para o que está para além de nós, do que podemos ver e sentir, ao ver em contemplação.


A consciência da existência, da reflexão do aqui estarmos, só por si, já deveria insuflar vida, energia, determinação, audácia, resolução, força, poder e coragem para podermos ser, existir, construir, dar vida, aniquilar, transformar, destruir e alicerçar o presente numa vida plena, cheia, resplandecente, vibrante e sempre activa, como se o amanhã não existisse.


Mas o amanhã é apenas a possibilidade da existência de um hoje, na medida em que o caminho anula o tempo futuro...
(Tot 2012)

11 abril 2012

Adagio for Strings de Samuel Barber

Sentir a vida a fluir, a percorrer quem somos.
Sentir que estamos vivos, despertos, conscientes da possibilidade da transmutação da vida.
Olharmos para o que está para além de nós, do que podemos ver e sentir, ao ver em contemplação.

A consciência da existência, da reflexão do aqui estarmos, só por si, já deveria insuflar vida, energia, determinação, audácia, resolução, força, poder e coragem para podermos ser, existir, construir, dar vida, aniquilar, transformar, destruir e alicerçar o presente numa vida plena, cheia, resplandecente, vibrante e sempre activa, como se o amanhã não existisse.

Mas o amanhã é apenas a possibilidade da existência de um hoje, na medida em que o caminho anula o tempo futuro...

09 abril 2012

Sindicato II

Como prometido, aqui vos deixo um comunicado, onde se pode ler a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa, sobre a violação do Acordo de Empresa celebrado pelos CTT e o Sindetelco.

A empresa, como não poderia deixar de ser, recorreu da sentença, de modo a que no futuro possa haver uma outra decisão mais conducente aos seus interesses, que como todos bem sabemos, são os interesses do Estado. Todavia, o recurso não tem esse sentido, mas sim evitar que outros sindicatos sigam esta estratégia, que deixou os doutos do direito sem saberem muito bem o que fazer.

Existem mais estratégias, mais meios de agir, que já advogamos no passado, neste mesmo Sindicato, que permanecerão ocultas até serem necessárias, isto é, produzirem o efeito desejado no momento oportuno.

Alguns amigos do direito, outros da maledicência, outros ainda do poder, terão a sua oportunidade para esgrimirem o que sabem na barra dos tribunais. Estaremos sempre muito atentos aos atropelos do direito e dos direitos adquiridos pelos cidadãos, que abnegadamente têm contribuído com o seu suor para pagar as dívidas do Estado contraídas por governantes sem preparação na gestão de dinheiros públicos. 

Todos as provas factuais ficarão para a história da pouca vergonha, da mentira consecutiva e do despudor com que os cidadãos honestos são tratados...

05 abril 2012

Sindicatos I

Já tínhamos defendido algumas ideias destinadas a travar a aplicação de algumas medidas gravosas inscritas no Orçamento de Estado de 2011, e que por força coerciva do governo foram impostas, mesmo contra a constituição.

Um sindicato foi mais longe do que os outros, e instaurou um processo judicial contra a administração de uma empresa pública com 490 anos, por violação do AE de 2010.

O Tribunal de Trabalho de Lisboa, sentenciou a empresa a respeitar o AE de 2010, o que significa, que condenou a ré a pagar todas as reduções salariais impostas de forma coerciva, e parcialmente justificadas pelo Orçamento de Estado de 2011.

Neste sentido, o exemplo pode ser considerado como analogia para outras acções e novas formas de suspensão de leis inconstitucionais entretanto aprovadas... 

Dito isto, amanhã publicaremos do dito comunicado onde consta a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa.

03 abril 2012

Desemprego...

A taxa de desemprego situa-se nos 15%, embora consideramos que o valor esteja sob avaliado, e a seu tempo, iremos prová-lo de forma académica, para que não fiquem dúvidas da mentira que rodeia a taxa de desemprego no Portugal contemporâneo.

A desindustrialização, a concertação social, o novo código de trabalho, o capital sem rosto, as dívidas contraídas em nosso nome, entenda-se: do cidadão, concordam para este valor da taxa, que nos jovens representa cerca de 35%. Jovens que já pouco acreditam no futuro, jovens que o governo assalariado aconselha a emigrar, jovens que teimam em deixar de viver à sombra dos pais, jovens que já desistiram de lutar pelo que é seu, enfim, jovens derrotados, cabisbaixos, tristes, sem perspectiva de futuro, mas que, vá se lá saber porque, continuam "alegremente" a viver em festas, a sair em viagens de fim de curso, a embebedar-se como se o dia de amanhã não existisse, como se o dia de amanhã fosse por mera ironia um dia de sol resplandecente, onde a riqueza do país tocasse a todos por igual...

Para onde caminhais jovens? Que sonhos tendes? Que vos faz mover a existência? 

A brevidade da vida não se compadece com nadas, com derrotas, com ninharias, ou com desculpas, mas com coragem, determinação e vontade!

29 março 2012

Justiça e chamas...

O silêncio deste blogue sobre alguns assuntos é propositado, porque entendemos que o Estado não passa de um fantoche do governo. 

A primeira notícia é esclarecedora do que temos vindo a afirmar, isto é, do conceito de justiça aplicado a cada um e que Trasímaco definia por conveniência do mais forte, entenda-se aqui, neste tempo presente, aquele que tem mais dinheiro... e que parece estar acima de qualquer código elaborado pelo homem político...

A segunda notícia remete-nos para a problemática dos fogos, e do consequente aumento alarmante do número de ignições. Só é pena que o governo, que muito sabe, não divulgue o número de ignições já ocorridas desde o princípio do ano, para o povo poder aferir do que anda a ser feito em relação ao combate aos fogos, se é que se anda a fazer alguma coisa...

Dito isto, continuaremos atentos à justiça e ao alarido constante que é feito por aqueles que deveriam salvaguardá-la, em vez de se mostrarem em entrevistas...destinadas a promoção terrena do ego e doutras vaidades caseiras...

28 março 2012

Operacionalidade...

108 aniversário do campo de tiro

Por muito que custe a alguns pseudo controladores, pseudo chefes e pseudo detentores da verdade "absoluta", a operacionalidade é algo que não esquecemos. Continua sempre presente, viva e perfeitamente adaptada ao presente da Central...

26 março 2012

Criptologia...

Como a seita parece ter um radar que apanha todo no ar, aqui reproduzimos propositadamente uma cifra para ver se a "apanham"...

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Se conseguirem, enviem-nos o resultado para: cisisd@gmail.com

23 março 2012

Polícia...

Reuters/Hugo Correia

A fotografia documenta a agressão do polícia fotografado à foto-jornalista da France Press, Patrícia Melo.

Não sabemos os motivos da agressão, contudo, podemos fazer duas críticas: na primeira, salientámos o desespero da polícia, na segunda, a dificuldade em perceber em quem bater...

22 março 2012

Terrorismo...

Reuters/Jean-Paul Pelissier

Parece que a monitorização levada a cabo pelos serviços secretos franceses não fora muito eficaz na análise e percepção do risco, bem como da investigação diligente ao passado violento de Mohamed Merah.

20 março 2012

Estado refém do governo...

Constituição da República Portuguesa
Artigo 9.º
(Tarefas fundamentais do Estado)

São tarefas fundamentais do Estado:
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais...

A alínea d do artigo nono é explicita, na medida em que impõe ao estado a tarefa fundamental de promover o bem-estar dos seus cidadãos, nomeadamente, daqueles que assim o desejem. Porém, a realidade é bem diferente, uma vez que o Estado, vítima da renovação democrática, não consegue satisfazer pelo menos em parte esta tarefa fundamental. Contudo, não só não o consegue, como se vê na indigência, sem recursos suficientes para acudir à desgraça que se abatera sobre o seu povo, que fora vítima da dita renovação democrática. Todavia, o Estado ainda tem energias para assistir quase imóvel à destruição do que ainda não fora destruído, não por um inimigo externo à pátria, mas por um governo democraticamente eleito, que tem feito mais pela desgraça do cidadão do que os seus predecessores...

16 março 2012

Princípio da igualdade...

Constituição da República Portuguesa
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém  pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Citada a constituição, devemos acrescentar que o que está escrito no texto fundamental não é para levar a sério, muito menos, devemos acreditar que a constitucionalidade da lei ou de um decreto-lei é princípio basilar para proibir que se legisle contra os cidadãos.

Neste sentido, o corte nos subsídios aos funcionários do Estado e Empresas Públicas é inconstitucional, porque viola o artigo 13 da Constituição. Prejudica e priva de um direito constitucional o funcionário devido à sua condição social.

Por outro lado, este corte nos subsídios privilegia e beneficia quem não é funcionário, o que não deixa de ser estranho, na medida em que o texto dito fundamental fora escrito para todos os portugueses, fossem estes funcionários do estado ou não.

Dito isto, devemos considerar que a Constituição da República Portuguesa deixou de poder desempenhar o seu papel preponderante, universal e decisivo no direito português...

15 março 2012

Pensamento neoliberal

Tentamos neste últimos dias afastar-nos dos holofotes que a escrita possibilita, cimentando ao mesmo tempo algum silêncio, conscientes de que mesmo no silêncio continuamos a incomodar. 
Sabemos também que a contínua lamuria, paráfrase de Séneca, não nos leva a lado nenhum, nem acrescenta conhecimento e competência. Porém, não estamos desligados da política, nem pretendemos desligar-nos completamente, pois sabemos que é por intermédio dela que a solidariedade entre famílias políticas e famílias de sangue de faz. 
Neste sentido, já pouco pensamento produzimos sobre as consecutivas asneiras continuamente feitas pelo governo, que para mal dos nossos pecados, ainda uma asneira não está resolvida e logo faz outra, coisa típica de menino mimado...

Contudo, não podemos deixar passar a génese da existência do partido do governo, a saber: o neoliberalismo. E aqui vamos utilizar um pequeno exemplo para percebermos o quão ridícula é esta forma de estar e pensar. Dizem-nos que o público deve ceder lugar ao privado, que melhor gere. Dizem-nos também que a livre iniciativa produz são e livre concorrência. Não nos vamos alongar muito na explicação, porque escreveríamos um livro com argumentos contra, apenas utilizaremos o pequeno exemplo que inicialmente referimos, e que nos remete para o acto de privatizar, isto é: é preciso privatizar a todo custo, vender pelo melhor preço um serviço público rentável, cimentado ao longo de anos, e com clientes com certeza "certos". Mas o ridículo deste pensamento obtuso assente na premissa: é preciso privatizar, porém, nem que seja para um outro estado. O que quer dizer, que o pensamento neoliberal é estúpido em si mesmo, porque "obriga" a privatizar um bem essencial, que na prática, passou de um estado para um outro estado...

12 março 2012

Estado...

Estávamos a ler Thinking and Writing de Robert S. Sinclair, quando interrompemos a leitura, devido a um mero capricho da mente, que desviara o objecto de estudo para o conceito Estado, o qual  definimos, a saber: por nação organizada politicamente. Mas este conceito, como tudo em democracia, diz pouco, na medida em que a nação pode estar organizada politicamente, não significando porém que está organizada para a excelência, para os valores, para a piedade filial, para o cultivo são da mente e do corpo. Para o económico e para o social. Tememos que o estado actual se desintegre num outro estado supra-territorial, que ultrapasse as fronteiras definidas entre 1096 e 1297. Nada do que até aqui se tem realizado em democracia evidencia uma evolução positivista da filosofia de Comte, se tivermos em consideração a totalidade do seu pensamento, o que significa, que as premissas da revolução francesa ainda estão por concluir, se é que alguma vez chegarão a ver a luz do dia na sua plena globalidade!!!

09 março 2012

Central de Inteligência

Missão do SISD:
Investigar cientificamente as relações sociais e económicas ocorridas no território nacional com o poder político contemporâneo.
cisisd@gmail.com

08 março 2012

Combate...

É de máxima importância que um samurai não perca o espírito combativo em momento algum e em nenhuma circunstância. 
p. 21

Consideramos que a lealdade, e integridade e a coragem (paráfrase de Daidoji Yuzan), não só representam as três qualidades essenciais do samurai, como por semelhança, se identificam com o verdadeiro espírito estóico. 

Aludimos a estas duas culturas porque acreditamos no subtítulo deste blogue, onde se pode ler: animai os bons e afastai os maus.

Por muito que custe a alguns pseudo controladores, a luz de uns é a possibilidade de eles poderem ver e poderem existir. Sem a preservação do conceito de bem, a prática do mal seria generalizada, anárquica e representaria a ruína do mundo dito moderno...

05 março 2012

Constituição da República Portuguesa

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

A alusão ao artigo 21.º não é fortuita, muito menos inocente. Apenas pretende esclarecer, elucidar quem ainda não percebeu, que a autoridade pública é apenas um conceito, que já nem as próprias polícias acreditam. Pior ainda, rebelam-se contra esse mesmo conceito. A autoridade pública deixou de ter sentido, quando o Estado abandonou à sua sorte os indefesos. Mas o estado ainda foi mais longe, não só não defende os indefesos, como ele mesmo ataca os mais necessitados. Mas não fica por aqui, vai ainda mais longe no seu ataque. Reduz com recurso à lei os direitos e liberdades consagrados na constituição. Diminui propositadamente os vencimentos de quem trabalha. Este é um Estado sem autoridade, sem moral e livre arbítrio. Este é um Estado feito de pequenos nadas, de fundações e institutos, onde se empregam famílias políticas e as famílias de sangue. Este é um Estado onde os impostos de uns são a riqueza de outros. Em suma, este é um Estado que precisa urgentemente de uma mudança violenta de administração. Sejamos claros no propósito, porque não existe meio termo, ou se muda a práxis ou se é liquidado pela história escrita pelos outros...

Quem tiver medo da acção, que fique em casa, enquanto a tiver. Pelo contrário, quem estiver destinado a permanecer na história, escrevendo nela o seu nome, que se junte aos bons...
cisisd@gmail.com

02 março 2012

GNR e o Estado de direito...

Os militares da GNR, estiveram quase para tomarem de assalto as instalações do Ministério da Administração Interna. Esta reivindicação dos militares da guarda demonstra a falência do Estado de direito meio Democrático, ou o que isso possa representar... 

Já tínhamos avisado que a qualquer momento, o Estado poderia cair, e o aviso, mantém-se: ou o Estado muda de rumo, ou arrisca-se a cair na rua... E aí, salve-se quem puder... 

29 fevereiro 2012

SISD

Missão do SISD:
Investigar cientificamente as relações sociais e económicas ocorridas no território nacional com o poder político contemporâneo.

Compete ao SISD estudar, analisar e compreender as solidariedades existentes entre poderes. A manutenção de poder ou a tentativa de manutenção de poder confere ao estudo um propósito, um meio de justificação para a investigação científica do tema. Significa tão só, que o âmbito da investigação é total, de modo a que o todo seja percebido...
cisisd@gmail.com

28 fevereiro 2012

Google, facebook e CIA...


A informação detalhada ou a informação que é recolhida através da soma do conjunto da nossa vida meia virtual, dá aos serviços de informação alguma vantagem, tendo em consideração a previsão de determinado acontecimento futuro.

Todavia, essa informação, ainda não lhes fornece todas as ferramentas necessárias à determinação da personalidade e do carácter, uma vez que falta nessa informação, a educação transmitida, a aprendizagem assimilada na escolaridade, a vivência diária, e a capacidade de adaptação ao meio, por intermédio da vivência conjugada com o saber entretanto adquirido e convertido em competências difíceis de controlar...

25 fevereiro 2012

Responsabilidade política...

Consideramos que a responsabilidade política, em certos e específicos casos, deveria dar lugar à responsabilidade cível e criminal. Fazemos esta observação, convictos de que a simples mudança de governo já não é suficiente para criar uma ideia de Estado responsável.

O Estado, edifício histórico, deixou de ser uma Ideia de Pátria para passar a ser uma mera ideia, onde a Democracia cravou as suas garras, inutilizando toda e qualquer hierarquia de valores.

É dada mais liberdade aos deputados e poder executivo, vulgo governo, para dizer o que lhes apetece, do que ao cidadão. Este axioma mostra a evidência, torna claro que a oratória do entretenimento e folclore político apenas servem para iludir e  esconder  a verdade dos cidadãos. No entanto, não acrescenta nada de útil, apenas cria divergências, provoca rupturas e edifica o Estado numa pobreza miserável, comparável aquela que têm dentro da cabeça...

24 fevereiro 2012

Godfrey Bloom


A verdade parece ser algo inacessível, incrivelmente inacessível. Mas não é, apenas cobre-se com outras formas de estar, com contra-informação, com informação errada e com mentiras habilmente criadas para iludir quem por aí circula distraído.

Afirmamos mais do que uma vez, que alguns políticos são mentirosos, perigosos, irresponsáveis e incompetentes. A nossa afirmação não precisa de provas sólidas ou fundamentação jurídica. Radica-se numa asserção inabalável, a saber: que a incompetência e a irresponsabilidade política de gente impreparada para a gestão da coisa pública, conduziu o país a este beco sem saída, a esta pobreza não declarada da maioria dos cidadãos. Mas como se esse facto indesmentível não chegasse, ainda temos a parcimónia dos actuais governantes, mais preocupados com a economia das pequenas coisas...

22 fevereiro 2012

Grécia, Portugal e a Europa...

O segundo resgate financeiro feito à Grécia não foi feito por pena da Grécia, mas visou somente contrariar o destino mais próximo da Europa. O que significa, que o resgate tem por finalidade dois propósitos, um, salvaguardar os investimentos realizados com a desgraça do povo Grego, dito de um outro modo mais suave, permitir que as dívidas gregas se paguem por intermédio do novo empréstimo, designado, segundo resgate financeiro. Dois, adiar para "depois", a desagregação da Europa por via da insolvência da Grécia e dos países que neste momento estão sob o domínio de empréstimos realizados com o FMI e o FEEF.

Temos consciência que fazer história contemporânea não é fácil, mas não podemos ficar indiferentes às solidariedades entre poderes, entre aqueles que detêm o poder económico e o poder político que o primeiro possibilita. Neste sentido, ficarmos alheio-os ao presente, era o mesmo que abandonar o palco onde se desenrola a nossa vivência...

18 fevereiro 2012

Metallica - The Unforgiven lyrics


É preciso acreditar que a nossa existência tem sentido para além do meramente respirar, trabalhar e envelhecer... Acreditamos convictos que estamos aqui com um propósito. Portanto, urge acelerar a vivência, a convicção, a acção e a determinação. Sentimo-nos cada vez mais vivos, mais aptos e inteligentes.

Mas não queremos percorrer este caminho reduzidos a uns poucos, queremos isso sim percorrê-lo com todos aqueles que se sentem partícipes do mesmo fogo, da mesma determinação e da mesma força.

Dito isto, todos aqueles que sentirem o peito a arder, a consumir-vos as entranhas, tendes esta porta aberta, a porta do deus, para nela serdes diferentes e para nela ficardes na História!!!

17 fevereiro 2012

Governo assalariado...

Parece que o governo assalariado que foi democraticamente eleito pelo cidadão para governar a república portuguesa ainda não leu a constituição, ou então se leu, prefere simplesmente ignorar que existe um texto fundamental que deveria proteger o cidadão das asneiras cometidas contra si.

Nenhum governo tem a fórmula perfeita de administração da coisa pública, muito menos uma ideia de Estado. Limita-se, isso sim, a aplicar a sua ideia de administração, que por vezes não é mais do que uma mera ideia passada que carrega consigo sem lhe acrescentar competência, conhecimento e prática, daí que se designe por governo assalariado, que mormente estraga mais do que realiza...

Neste sentido, voltamos a repetir duas ideias chaves das administrações democráticas, a saber: realizam com muita frequência a oratória do entretenimento e o folclore político, como se o dinheiro dos impostos dos cidadãos fosse coisa para brincar...

Temos sérias reservas quanto à durabilidade desta administração...

15 fevereiro 2012

A Democracia é uma farsa!!!

Foto: Orestis Panagiotou

A Democracia fora definida por JAL, que sabiamente a designou por império da opinião sobre o juízo, bem como: o braço político do capitalismo. Os argumentos a favor e a desfavor são díspares, portanto, dizemos apenas que os políticos democratas que provocaram este caos através do endividamento do Estado são mentirosos, perigosos, irresponsáveis e ignorantes...

14 fevereiro 2012

As lágrimas de um soldado Grego

Esta imagem representa o que de pior tem a conquista pela lei dos mercados. O sentido tradicional de guerra cedeu lugar à guerra comercial, guerra política, guerra económica e guerra social.

Enquanto uns esfregam as mãos ou assobiam para o lado como se nada fosse com eles, estas lágrimas demonstram que as políticas seguidas pelas democracias ocidentais estão a desindustrializar propositadamente a Europa, de modo a que esta possa mais facilmente ser conquistada pela lei dos mercados.

As lágrimas do soldado Grego, farão história. Marcam o início de uma nova era, a da conquista económica, que não olha a meios para atingir os fins, tal como a guerra tradicional bélica.

Ficar inactivos, amorfos, a lamuriar o presente, não impede que a desgraça se abata sobre nós. A acção firme, determinada, inexorável, jamais ficará sem registo histórico; compete-nos decidir se queremos agir ou deixar que outros o façam em nosso nome...