20 janeiro 2012

Desacordo social

Pensamos que a aparente vitória do governo com a assinatura do acordo de concertação social pelos parceiros de maior relevo político e decisório, é um retrocesso social sem precedentes na história da democracia pós 25 de Abril, se preferirmos, do Portugal contemporâneo. 
Como pode o governo considerar haver um acordo histórico, se esse acordo se traduziu num recuo social, económico e político, na medida em que a democracia está irremediavelmente ferida de morte, moribunda, esquartejada, refém de um ideal neoliberal sem regras e onde a desindustrialização do país reflecte a falta de sentido estratégico para um Portugal de futuro.
Este pseudo acordo histórico não é mais do que um desacordo social cujas feridas se revelarão mais para a frente.

Temos tido o cuidado de salvaguardar determinada informação, de modo a confrontar no futuro aqueles que usufruíram das funções decisórios do aparelho de Estado para manter o poder das famílias ditas tradicionais e das famílias políticas, pelo desmantelamento contínuo do Estado de direito e da economia real do país...

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