14 fevereiro 2012

As lágrimas de um soldado Grego

Esta imagem representa o que de pior tem a conquista pela lei dos mercados. O sentido tradicional de guerra cedeu lugar à guerra comercial, guerra política, guerra económica e guerra social.

Enquanto uns esfregam as mãos ou assobiam para o lado como se nada fosse com eles, estas lágrimas demonstram que as políticas seguidas pelas democracias ocidentais estão a desindustrializar propositadamente a Europa, de modo a que esta possa mais facilmente ser conquistada pela lei dos mercados.

As lágrimas do soldado Grego, farão história. Marcam o início de uma nova era, a da conquista económica, que não olha a meios para atingir os fins, tal como a guerra tradicional bélica.

Ficar inactivos, amorfos, a lamuriar o presente, não impede que a desgraça se abata sobre nós. A acção firme, determinada, inexorável, jamais ficará sem registo histórico; compete-nos decidir se queremos agir ou deixar que outros o façam em nosso nome...

7 comentários:

Anónimo disse...

Excelência,

Com muito respeito, mas tenho-o por enganado. A batalha que refere já está ganha (por "eles", que dispõem primeiro-ministros onde lhes convém).
As lágrimas que vê, são as da sabedoria e as da honra. Sabedoria, por conhecer a hora da Queda, honra, porque só ela se melindra de ver uma pátria nossa que se humilha.

Sustento o que lhe digo, quanto à dita "batalha": o que se passa é uma simples transferência de capital do Mundo ocidental, de raças individualistas e como tal instáveis ao controlo capitalista, para o terceiro mundo, "carneirável" e submisso, sem história ou identidade genética/cultural agregadoras.

O plano foi processado da seguinte maneira, em 10 anos: um, subir o preço às commodities, com (o terrorismo e) as guerras no Iraque e Afeganistão e instabilidade provocada com Irão-Venezuela. O aumento da procura de ouro inflacionou-o em despropósito.

Dois, destruição do capital financeiro próprio, com queda dos valores mobiliários (Exxon e o que se seguiu em Wall Street) e imobiliários (com a "bolha"), que conduziu à recapitalização paga por poderes públicos, que assim, transferiram para a banca o que esta pagará em juros aos estrangeiros (BRICS) que recapitalizarem o tecido económico. Ou seja, poderes públicos transferem a BRICS indirectamente, perdendo qualquer hipótese de socorrer as economias, que soçobrarão, osmoticamente, qual castelo de cartas.

Três, cerceamento de opções de investimento. A crise teve uma "ordem" de acontecimentos: primeiro os EUA, para afugentar os capitais, segundo, a UE, para impedir que se alojassem no competidor natural, terceiro, os países árabes, para impedir que estes representassem um investimento nas commodities em valorização (repare que se quiser lucrar, não investe num país de pantanas), com a excepção aos "alinhados" com a estratégia (EAU, A Saudita), ou que nada possuíssem como possibilidade de investimento (Síria, Marrocos).

Quem resta a esta catástrofe planeada: os BRICS, os eleitos escravos dóceis da máquina decisora mundial.

Se quiser saber como se eliminou a Europa e a América rebentando com 3 edifícios em Nova Iorque, foi assim.

O resto que acontecerá, será rápido. Coisa de 20 anos. Tudo o que se vê são aparências, tudo já está desenhado e em acção, à escala global.

O Compasso ditou que o Mundo acabará em 30 de Septembro de 2239, dando o necessário tempo de preparação às "suas hostes". Não convém outro inimigo que não um inanimado, desarmado, impossibilitado.

Excelência, não me descreia. O que lhe escrevo, não me agrada, mas nada do que lhe digo diverge do que me foi dado ver por quem decide. Publico-lho, porque às vezes um bater de asas duma borboleta faz um ciclone algures.

Pax.

Tot disse...

Caro Pax

é com gosto que o relei-o aqui.
Não estou enganado, na medida em que concordo consigo. Embora, escreva apenas o necessário para não maçar o leitor, nem o sobrecarregar com demasiada informação, que ao fim de meia dúzia de linhas já não lê ou não entende.

O que escreve, e que deixou por escrever, torna evidente o que "eles" têm andado a fazer desde há muito tempo.

Todavia, caro Pax, para equilibrar a balança, aparece de vez em quando na história da humanidade alguém capaz de sublimar e atrapalhar o que já está "meio" delineado, o que significa, que estamos cá, não para ver o comboio passar, mas para tomar as acções necessárias de modo a que possamos ver bem o comboio quando este estiver a passar...

(deduzo que o Compasso seja o deus dos outros)

Cumprimento

pitolongo disse...

isso já vem a tempo,só privatizaram a forma de aterrorizar o povo. cujo qual faço parte e não passo de mero expectador.e seja qual for o fdp que comande, a merda sempre vai empurrada guela baixo.

pitolongo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Tot, excelência,

(O meu nome não é Pax. Trate-me por K.)

O Compasso é um "entendimento" comum nas altas esferas maçónicas (e não só). É um "plano geral". O deus seria o Olho Que Tudo Vê.

Não sou de todo um desistente. Contudo, quem faz frente e incomoda, é eliminado, ou na sua credibilidade ou "de forma definitiva". Já paguei pessoalmente bem caro ter saído "de lá". E assim põe-se o problema: quem não lá entrou (e num grau de hierarquia suficientemente alto) desconhece o Compasso, não pode fazer nada, porque luta com sombras. Quem sai, se fizer ou disser o que não pode, desaparece (normalmente, num "trágico acidente de viação", numa "inesperada overdose, sozinho no apartamento", "vítima dum assalto violento"... quer mais?).

Não existe ninguém em país algum com capacidade de organização e massa crítica suficiente para evitar o que se faz. Existem escalas de participação económica, em empresas chave, como as agências de rating, participação judicial e militar em altas patentes e lugares de investigação, como judiciárias e Serviços secretos, participação política em toda a hierarquia (desde o Município à Presidência da Comissão Europeia). Em todo o Mundo, com excepção de muito poucos países.

E se alguém se atreve a fazer alguma coisa... é controlado "a tempo".

Excelência, já "me chove muito forte no telhado", pelo que pela minha parte deposito em pessoas como o Tot alguma esperança (dado que conhece Évola, é instruído e parece-me preparado a entender). Esperança não de que mude alguma coisa, mas de que ao menos entenda o que se faz por aí, na sombra (veja o caso português, que nada difere de outro país: vote em que partido votar, está sempre eleito o Compasso).

Pax.

Tot disse...

Caro K.,

devo dizer-lhe que o medo não nos tolhe a acção. Por vezes, temos até medo do que poderemos fazer, caso sejamos obrigados a executar alguma acção dirigida e agressiva.

O que refere, já o senti numa empresa pública com 490 anos, e devo dizer-lhe que não foi nada fácil domar alguns pseudo controladores.

Devo acrescentar que algumas hierarquias ditas intocáveis estão neste momento com processos judiciais; e em alguns caos, até têm de pedir desculpas em tribunal, pagar as custas e tentar evitar que muitos saibam...(mas existem as actas do tribunal)

Caro K., por vezes, o plano não sai também como eles o tinham delineado...

É aí que queremos entrar, isto é, produzir informação bastante, fundamentada, de modo a salvaguardar quem tiver de ser salvaguardado...

Cumprimentos

Tot disse...

O "também" deve ser substituído por tão bem...

Cumprimentos