05 março 2012

Constituição da República Portuguesa

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

A alusão ao artigo 21.º não é fortuita, muito menos inocente. Apenas pretende esclarecer, elucidar quem ainda não percebeu, que a autoridade pública é apenas um conceito, que já nem as próprias polícias acreditam. Pior ainda, rebelam-se contra esse mesmo conceito. A autoridade pública deixou de ter sentido, quando o Estado abandonou à sua sorte os indefesos. Mas o estado ainda foi mais longe, não só não defende os indefesos, como ele mesmo ataca os mais necessitados. Mas não fica por aqui, vai ainda mais longe no seu ataque. Reduz com recurso à lei os direitos e liberdades consagrados na constituição. Diminui propositadamente os vencimentos de quem trabalha. Este é um Estado sem autoridade, sem moral e livre arbítrio. Este é um Estado feito de pequenos nadas, de fundações e institutos, onde se empregam famílias políticas e as famílias de sangue. Este é um Estado onde os impostos de uns são a riqueza de outros. Em suma, este é um Estado que precisa urgentemente de uma mudança violenta de administração. Sejamos claros no propósito, porque não existe meio termo, ou se muda a práxis ou se é liquidado pela história escrita pelos outros...

Quem tiver medo da acção, que fique em casa, enquanto a tiver. Pelo contrário, quem estiver destinado a permanecer na história, escrevendo nela o seu nome, que se junte aos bons...
cisisd@gmail.com

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