04 julho 2012

Revolta...

Quase três da manhã e nós aqui a convocar a revolta, quando deveríamos tentar reunir os revoltosos, mas cedo nos apercebemos que os homens que onde fazer a revolta ainda não nasceram, e depressa sorrimos, depressa compreendemos que não se fazem revoltas sem revoltosos, sem homens ou meninos que dizem ser homens, mas que bem lá fundo, escondem um medo terrível de serem alguma coisa, para além do mero vegetar, do mero deixar andar, do diz que diz, do a onde fores ter faz o que vires fazer, como se o sentido da existência não tivesse sentido nenhum, ou como se a indiferença, a apatia, a cobardia e o medo fossem em si justificação para a inacção e a triste resignação, em suma: como se o nada fosse tudo...

2 comentários:

sancho disse...

Quem tem a perder não arrisca. Quem não tem, pouco pode fazer.

Ou seja, enquanto o descontente com esta república não fôr generalizado, nada a fazer. Até lá, um grupo de minorias pode ser a maioria, mas não faz uma maioria.

Tot disse...

Cumprimentos, sancho