23 agosto 2012

Democracia, mentira e revolta...

A democracia é uma impossibilidade lógica. É uma realidade ilusória, que vive de promessas. É o império da opinião sobre o juízo, opinião diligentemente dirigida, orquestrada e habilmente ensinada desde os bancos de escola...

Todos os conceitos que lhe dão originalidade estão por cumprir, porque ela anula a própria diferenciação natural dos seres... 

Só deste modo se pode compreender a ausência de revolta, a apatia geral e a desistência face às agruras da vida... Como se já não houvesse mais nada a fazer, como se a vida já não tivesse significado ou como se a vida fosse em si um mero respirar, apenas para permitir continuara a viver, num sentido quase animal e irracional, enfim, como se a razão fosse também ela um mero assessório, quase um impedimento para a vida plena, cheia de energia e revolta sã e viva...

Só os revoltados é que estão na disponibilidade de continuar a viver num outro patamar de vivência. Só os revoltados são capazes de transformar a sociedade pelos meios que forem necessários. Só os revoltados conseguirão transmutar-se, identificar-se com a vivência plena, a energia vivificante que tudo anima. Por último, só aos revoltados compete agir sem demoras, como se o amanhã não existisse, como se o amanhã fosse um futuro diferente daquele que nos querem impor, ou como se não houvesse simplesmente amanhã para experimentar...

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