13 agosto 2012

História

Esta obra do historiador Geoffrey Blainey é de leitura muito obrigatória. Não só deve figurar na estante da biblioteca de um homem culto, como deve ser lida com atenção.

Uma das razões para o incómodo de se ser historiador, diz respeito à constante e inexorável procura da verdade, como se a verdade só se revelasse ao homem que tenta ver o passado com outros olhos... Olhos de interrogação, de dúvida, e de procura diligente da verdade ocultada...

Depois da leitura, o comum dos mortais vai compreender que em história, os acontecimentos não são assim tão lineares, porque o mesmo "evento" pode acontecer em tempos diferentes e espaços diferentes.O que torna mais difícil perscrutar o passado...

2 comentários:

sancho disse...

Disse Tocqueville que "a história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias", para decôro do que escreve o tot.

Honestamente, já me vai por vezes caindo o tédio para ler certas histórias, porque já vivemos em anomia, quer na ciência, quer na arte. As palavras já não são os conceitos, estes últimos temem-se como o diabo da cruz, todos se têm por estéreis e desinfectados "cientistas" e ninguém quer sujar as mãos do "sangue" que se chama pensamento vivo. São os "orelhas" do "Zarathustra" Nietzschiano (para o que me havia de dar hoje?).

Ou seja, cansei-me de ler a história dos eventos, das macaquices, e só tenho fome de que me apareça um Marx ou um Platão contemporâneo, um Hegel, um Gentile, que diabo, um homem com uma ideia para estes tempos.

Ou então, vamos pisar uvas que já deram vinho, garanto-lhe. E há ainda a história do desespero, à la Fukuyama.


*sou bem capaz de seguir a sugestão, ainda assim.

Tot disse...

Meu caro sancho,

realmente anda com Nietzsche na boca, autor já muito lido por aqui, e até lhe posso dizer os anos de leitura das obras.

Se for ver os atributos de Tot, ficará espantado com o que pode descobrir...

No que diz respeito à história, vou escrever aqui pela primeira vez.... É que o meu relacionamento com Clio é difícil, porque provavelmente fui escolhido em vez de escolher... Mas falemos doutras coisas mais terrenas...

O entendimento dos eventos, e da percepção que temos da sua ocorrência quer no espaço quer no tempo, modifica-nos, olhamos para os dados com uma outra perspectiva...

Talvez por este motivo e por outros, é que tenho na cabeça uma central de inteligência já formada, uma empresa ou várias para a proteger, e um partido político para a dissimular...

Se a primeira vir um raio de sol, o país não será mais o mesmo, ou então, regressarei de vez ao meu lugar natural... eheh

Cumprimentos amigos