18 agosto 2012

Sobre o amor...

...Amor é muito mais do que hábito, é sobretudo tempo. E quando se ama, há sempre dúvidas e medos, há sempre uma vontade secreta de outros desejos, de outras vidas, de outras viagens, mas vem o tempo e decide por nós aquilo de que não somos capazes... p.96

4 comentários:

sancho disse...

"Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Pera tão longo amor tão curta a vida!"

Tot disse...

Caro sancho,

em filologia, os tempos são diferentes. Se na citação do livro, o tempo acaba por decidir pelos amantes; no soneto, quem decide o tempo, embora levado, é Jacob, que só lamenta não ter mais tempo para dispor, para esperar...

Contudo, caro sancho, esqueceu-se do título do soneto, caso tenha, e do autor, se for conhecido...

Cumprimentos

sancho disse...

Tem razão, mas isto de amor, quem o tem, sempre espera. E há quem morra sempre esperando, se tão grande fôr o amor ou tão pequena a vida. Nisso também, amor é tempo.

Camões, tot, o Camões que lia por meus anos de liceu. Não creio que tenha título, porque já o encontrei assim na lírica.

Tot disse...

Obrigado caro sancho,

eu descubro

Cumprimentos