17 novembro 2012

Como parar o saque do governo?

É uma pergunta de resposta simples mas de implicações históricas incalculáveis.
Contudo, devemos fazer uma outra pergunta a nós mesmos, que colide com o nosso aparente bem-estar - estamos dispostos a sacrificar esse aparente bem-estar momentâneo em prol de uma ideia de Pátria que transcenda o individual? 
Estamos enfim preparados para o embate que implica a execução de uma estratégia conducente ao travar do saque governativo?
Se estamos, então, este é o momento certo para erguer a "luta" a outro patamar...

Os discípulos não devem acovardar-se. (João 16)
Por vezes, as respostas a determinado tipo de perguntas só se entende quando as acções substituem a oratória...

2 comentários:

Anónimo disse...

Por enquanto, não há alternativa. Pode haver os homens e as ideias, mas não estando organizados, são demasiado perecíveis diante do caos e dos predadores, sejam eles do establishment (reaccionários pró-"democratas") ou os anacrónicos vermelhos.

Haja pois uma força antes de uma acção. Um conjunto de certezas, mesmo que nem todas prazerosas, antes de um ruído destrutivo.

Acima de tudo, um revolucionário deve ser um homem superior, um zelador pela sua elevação e pela dos seus compatriotas, nunca um desmazelado utópico deslumbrado pelos apetites do momento (à maneira anarco-comunista).

Mais que um homem que enfrente o tigre, um que o saiba cavalgar.

Tudo o mais, é aparência. Porque bem sabemos que defender a mutação nestes dias é apelar ao vazio. E que alguém que dê o "peito às balas" é bem rápido suprimido. Já no outro extremo, sabemos que se uma força se erguer, o apêgo a esta modorra decadentista será pouco ou nenhum.

Tot disse...

Olá caro anónimo da 01:46, salto logo para o segundo parágrafo, e só não há "uma força", porque o homem é feito de pequenos nadas, de ideias emprestadas, que nem ideias são, apenas meras opiniões, que se perdem na multidão.

Évola também nos falava de um cavalgar o tigre.

Todavia, os exemplos históricos, mostram-nos que este cavalgar pode muito bem nunca chegar a ser cavalgar, na medida em que o tempo em que se pensa e o tempo em que se executa, não ser o mesmo; não só cansando o tigre, pois era essa a metáfora, como, por arrasto cansar o símbolo que representa aquele que "cavalga"...