31 janeiro 2012

Europa...

Estamos bastante apreensivos sobre o futuro, nomeadamente aquele que mais diretamente nos diz respeito. A nossa formação permite-nos perceber que as conjunturas históricas são acontecimentos que determinam inexoravelmente a forma como vemos o mundo, consequentemente, como lidamos com a expectativa de um futuro melhor.

Daí, que a tentativa de se fazer a história contemporânea  em cima do joelho seja quase uma tarefa impossível, na medida em que não vemos o todo, nem o que se esconde por de trás do véu, que oculta um sem número de mentiras democráticas sobre a forma como se deve administrar o bem geral, que cada vez mais é um bem reduzido ao particular e ao que detém o poder de fazer...

28 janeiro 2012

Preparar a guerra...


O que andam eles a preparar? Que segredos guardam do que aí há-de vir? Como já afirmamos, os governos disponibilizam a informação ao cidadão que consideram a mais adequada à manutenção do seu poder, o que significa, que todos os possíveis meios são tidos como fundamentais para eles atingirem o fim que desejam...

26 janeiro 2012

Para onde ides?

Para onde vos dirigis, homens embriagados? Bebestes a doutrina da ignorância sem a terdes purificado e já estais quase a vomitá-la por não conseguirdes aguentá-la em vós? Detende-vos e recuperai a sobriedade. Contemplai o alto com os olhos do coração; se não todos, ao menos aqueles que sejam capazes. O mal da ignorância inunda a terra e acaba por corromper a alma aprisionada no corpo, impedindo-a de atracar no porto da salvação.
 Hermes Trimegisto

24 janeiro 2012

A justificação do currículo político...

As nomeações ditas normais, e levadas a efeito sempre que existe um novo poder executivo, entenda-se: governativo; são feitas sob a égide da solidariedade familiar e política. 
Neste sentido, a justificação do currículo do nomeado por parte do governo só demonstra que o currículo profissional de determinado nomeado é meramente político, dito de um outro modo, só significa que o nomeado tem no seu currículo profissional outras nomeações políticas feitas por governos transitórios anteriores e da mesma solidariedade política, o que equivale a dizer-se que todo o percurso político do nomeado fora realizado (maioritariamente) em funções de confiança política na administração central, local e nas empresas públicas...

23 janeiro 2012

Despacho (extrato) n.º 774/2012 de 19 de Janeiro


Este despacho publicado em Diário da República, 2.ª série — N.º 14 — 19 de janeiro de 2012; confirma a nossa tese, isto é, de que governar deixou de ser uma arte para passar a ser uma farsa, e dizemos farsa porque o descaramento e a pouca vergonha vão ao ponto de se substituir o subsídio de férias e o subsídio de natal por abono suplementar em junho e novembro, como se a simples mudança de nome, conferisse por si só validade. 
Pensamos que a farsa democrática e o engano colectivo não podem subsistir por muito mais tempo. Urge fazer uma escolha decisiva, lutar pelo que acreditamos ou deixar que as sucessivas mentiras governativas sejam tidas por verdades e cuja história se encarregará em coligir...

20 janeiro 2012

Desacordo social

Pensamos que a aparente vitória do governo com a assinatura do acordo de concertação social pelos parceiros de maior relevo político e decisório, é um retrocesso social sem precedentes na história da democracia pós 25 de Abril, se preferirmos, do Portugal contemporâneo. 
Como pode o governo considerar haver um acordo histórico, se esse acordo se traduziu num recuo social, económico e político, na medida em que a democracia está irremediavelmente ferida de morte, moribunda, esquartejada, refém de um ideal neoliberal sem regras e onde a desindustrialização do país reflecte a falta de sentido estratégico para um Portugal de futuro.
Este pseudo acordo histórico não é mais do que um desacordo social cujas feridas se revelarão mais para a frente.

Temos tido o cuidado de salvaguardar determinada informação, de modo a confrontar no futuro aqueles que usufruíram das funções decisórios do aparelho de Estado para manter o poder das famílias ditas tradicionais e das famílias políticas, pelo desmantelamento contínuo do Estado de direito e da economia real do país...

18 janeiro 2012

Os juros da dívida...

Ficamos siderados com o que lemos sobre as dívidas contraídas e mal resolvidas pelos nossos intitulados governantes. 22 milhões de juros por dia é um crime contra quem não tem nada para comer. Contra quem não consegue pagar as suas dívidas e ainda tem de pagar as dívidas dos outros. Este Estado deixou de ser uma pessoa de bem para passar a ser a pessoa que eles querem que ele seja.

A liberdade dada aos deputados e aos políticos para dizerem o que lhes trás mais dividendos, é uma liberdade concedida pela cruz que o voto possibilita....mas que tem de acabar...

16 janeiro 2012

BPN, cavaco e a verdade...


A verdade política em Portugal parece ser uma coisa de crianças, na medida em que o que hoje se diz, se afirma como uma verdade inquestionável, amanhã é a maior das mentiras, significando tão só, que a dita verdade dos políticos não é a verdade ensinada a todos...

O desconhecimento do acto político pelo cidadão, de determinado facto, faz com que o político possa escolher a informação que o cidadão, que o elegeu, pode ter acesso, o que significa, que aquilo que o cidadão tem conhecimento pode bem não ser a verdade dos factos. 

Dito isto, apenas cito Marc Block: A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado.

12 janeiro 2012

Nomeações...

Parece que o coelho é um animal de grande reprodução, o que equivale a dizer que povoa o território com ligeira facilidade num curto espaço de tempo.

Mais rápido do que a reprodução da espécie, só as ricas nomeações amigo-partidárias feitas num tempo dito de austeridade e de justiça social...

10 janeiro 2012

Serviços secretos...

Desde logo impõe-se uma questão fundamental: quem dirige os serviços secretos portugueses?
O Estado português? O governo democraticamente eleito ou não? O poder económico? As próprias secretas? A Maçonaria, também ela secreta?

06 janeiro 2012

Conspiração do silêncio

O título pode não ser o mais adequado às circunstâncias actuais, todavia, a conspiração do silêncio bem pode caracterizar-se por manipulação de informação, contra-informação, desvio e ocultação de informação, excesso de informação não relevante, e por ai fora... numa tentativa desesperada de controlo de poder, de solidariedades entre poderes, de preservação de poder pela via jurídica e política, que o dinheiro possibilita e notabiliza.

A imposição coerciva da lei, apenas serve a quem a faz e preserva, enquanto que aquele que está sob a lei é incapaz de poder reagir aos seus ditames, o que significa, que quem faz e quem preserva está ou ao mesmo nível da lei ou está a cima desta, como "deus" omnipresente...

04 janeiro 2012

Emigração...

O excelentíssimo primeiro ministro de Portugal insolvente e dependente do dinheiro de outrem, sugeriu com a sua altíssima sabedoria que os professores e afins emigrassem, e o que consegui, por ora, foi a emigração da sede de uma empresa que diz fazer descontos de Janeiro a Janeiro. Assim vai o Estado, outrora pátria de gente com responsabilidade...

03 janeiro 2012

Estado...

Temos escrito pouco sobre o país, não porque não haja assunto, mas porque acreditamos que por vezes é melhor ficarmos calados, porque tamanha é a desordem que impera no país, aparentemente dentro da normalidade mascarada.

Esperamos para confirmar os números sobre a criminalidade que o governo publicará no relatório de segurança interna, para podermos aferir da sua veracidade.

Este é o Estado que permite que o seu governo efectue dívidas em seu nome, para depois responsabilizar quem se limitou a fazer uma escolha democrática na hora de fazer uma cruz. Este é o Estado que obriga pela força coerciva da lei, alguma inconstitucional, que o cidadão contribuinte pague as dívidas contraídas por terceiros, aqueles que após terem usufruído de uma função de relevo, ficam mais cheios de ar... Este é o Estado que vive acima do que pode, que vive do crédito concedido no exterior, mas que depois obriga os seus concidadãos a pagar o seu bom modo de vida. Em suma, este é um Estado pobre mas com gostos de rico, que apenas sabe subtrair o esforço e o dinheiro alheios...

Dito isto, devemos acrescentar que este Estado depende de outros para subsistir, logo, não tem independência mas pensa que tem...