29 março 2012

Justiça e chamas...

O silêncio deste blogue sobre alguns assuntos é propositado, porque entendemos que o Estado não passa de um fantoche do governo. 

A primeira notícia é esclarecedora do que temos vindo a afirmar, isto é, do conceito de justiça aplicado a cada um e que Trasímaco definia por conveniência do mais forte, entenda-se aqui, neste tempo presente, aquele que tem mais dinheiro... e que parece estar acima de qualquer código elaborado pelo homem político...

A segunda notícia remete-nos para a problemática dos fogos, e do consequente aumento alarmante do número de ignições. Só é pena que o governo, que muito sabe, não divulgue o número de ignições já ocorridas desde o princípio do ano, para o povo poder aferir do que anda a ser feito em relação ao combate aos fogos, se é que se anda a fazer alguma coisa...

Dito isto, continuaremos atentos à justiça e ao alarido constante que é feito por aqueles que deveriam salvaguardá-la, em vez de se mostrarem em entrevistas...destinadas a promoção terrena do ego e doutras vaidades caseiras...

28 março 2012

Operacionalidade...

108 aniversário do campo de tiro

Por muito que custe a alguns pseudo controladores, pseudo chefes e pseudo detentores da verdade "absoluta", a operacionalidade é algo que não esquecemos. Continua sempre presente, viva e perfeitamente adaptada ao presente da Central...

26 março 2012

Criptologia...

Como a seita parece ter um radar que apanha todo no ar, aqui reproduzimos propositadamente uma cifra para ver se a "apanham"...

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Se conseguirem, enviem-nos o resultado para: cisisd@gmail.com

23 março 2012

Polícia...

Reuters/Hugo Correia

A fotografia documenta a agressão do polícia fotografado à foto-jornalista da France Press, Patrícia Melo.

Não sabemos os motivos da agressão, contudo, podemos fazer duas críticas: na primeira, salientámos o desespero da polícia, na segunda, a dificuldade em perceber em quem bater...

22 março 2012

Terrorismo...

Reuters/Jean-Paul Pelissier

Parece que a monitorização levada a cabo pelos serviços secretos franceses não fora muito eficaz na análise e percepção do risco, bem como da investigação diligente ao passado violento de Mohamed Merah.

20 março 2012

Estado refém do governo...

Constituição da República Portuguesa
Artigo 9.º
(Tarefas fundamentais do Estado)

São tarefas fundamentais do Estado:
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais...

A alínea d do artigo nono é explicita, na medida em que impõe ao estado a tarefa fundamental de promover o bem-estar dos seus cidadãos, nomeadamente, daqueles que assim o desejem. Porém, a realidade é bem diferente, uma vez que o Estado, vítima da renovação democrática, não consegue satisfazer pelo menos em parte esta tarefa fundamental. Contudo, não só não o consegue, como se vê na indigência, sem recursos suficientes para acudir à desgraça que se abatera sobre o seu povo, que fora vítima da dita renovação democrática. Todavia, o Estado ainda tem energias para assistir quase imóvel à destruição do que ainda não fora destruído, não por um inimigo externo à pátria, mas por um governo democraticamente eleito, que tem feito mais pela desgraça do cidadão do que os seus predecessores...

16 março 2012

Princípio da igualdade...

Constituição da República Portuguesa
Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém  pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social.

Citada a constituição, devemos acrescentar que o que está escrito no texto fundamental não é para levar a sério, muito menos, devemos acreditar que a constitucionalidade da lei ou de um decreto-lei é princípio basilar para proibir que se legisle contra os cidadãos.

Neste sentido, o corte nos subsídios aos funcionários do Estado e Empresas Públicas é inconstitucional, porque viola o artigo 13 da Constituição. Prejudica e priva de um direito constitucional o funcionário devido à sua condição social.

Por outro lado, este corte nos subsídios privilegia e beneficia quem não é funcionário, o que não deixa de ser estranho, na medida em que o texto dito fundamental fora escrito para todos os portugueses, fossem estes funcionários do estado ou não.

Dito isto, devemos considerar que a Constituição da República Portuguesa deixou de poder desempenhar o seu papel preponderante, universal e decisivo no direito português...

15 março 2012

Pensamento neoliberal

Tentamos neste últimos dias afastar-nos dos holofotes que a escrita possibilita, cimentando ao mesmo tempo algum silêncio, conscientes de que mesmo no silêncio continuamos a incomodar. 
Sabemos também que a contínua lamuria, paráfrase de Séneca, não nos leva a lado nenhum, nem acrescenta conhecimento e competência. Porém, não estamos desligados da política, nem pretendemos desligar-nos completamente, pois sabemos que é por intermédio dela que a solidariedade entre famílias políticas e famílias de sangue de faz. 
Neste sentido, já pouco pensamento produzimos sobre as consecutivas asneiras continuamente feitas pelo governo, que para mal dos nossos pecados, ainda uma asneira não está resolvida e logo faz outra, coisa típica de menino mimado...

Contudo, não podemos deixar passar a génese da existência do partido do governo, a saber: o neoliberalismo. E aqui vamos utilizar um pequeno exemplo para percebermos o quão ridícula é esta forma de estar e pensar. Dizem-nos que o público deve ceder lugar ao privado, que melhor gere. Dizem-nos também que a livre iniciativa produz são e livre concorrência. Não nos vamos alongar muito na explicação, porque escreveríamos um livro com argumentos contra, apenas utilizaremos o pequeno exemplo que inicialmente referimos, e que nos remete para o acto de privatizar, isto é: é preciso privatizar a todo custo, vender pelo melhor preço um serviço público rentável, cimentado ao longo de anos, e com clientes com certeza "certos". Mas o ridículo deste pensamento obtuso assente na premissa: é preciso privatizar, porém, nem que seja para um outro estado. O que quer dizer, que o pensamento neoliberal é estúpido em si mesmo, porque "obriga" a privatizar um bem essencial, que na prática, passou de um estado para um outro estado...

12 março 2012

Estado...

Estávamos a ler Thinking and Writing de Robert S. Sinclair, quando interrompemos a leitura, devido a um mero capricho da mente, que desviara o objecto de estudo para o conceito Estado, o qual  definimos, a saber: por nação organizada politicamente. Mas este conceito, como tudo em democracia, diz pouco, na medida em que a nação pode estar organizada politicamente, não significando porém que está organizada para a excelência, para os valores, para a piedade filial, para o cultivo são da mente e do corpo. Para o económico e para o social. Tememos que o estado actual se desintegre num outro estado supra-territorial, que ultrapasse as fronteiras definidas entre 1096 e 1297. Nada do que até aqui se tem realizado em democracia evidencia uma evolução positivista da filosofia de Comte, se tivermos em consideração a totalidade do seu pensamento, o que significa, que as premissas da revolução francesa ainda estão por concluir, se é que alguma vez chegarão a ver a luz do dia na sua plena globalidade!!!

09 março 2012

Central de Inteligência

Missão do SISD:
Investigar cientificamente as relações sociais e económicas ocorridas no território nacional com o poder político contemporâneo.
cisisd@gmail.com

08 março 2012

Combate...

É de máxima importância que um samurai não perca o espírito combativo em momento algum e em nenhuma circunstância. 
p. 21

Consideramos que a lealdade, e integridade e a coragem (paráfrase de Daidoji Yuzan), não só representam as três qualidades essenciais do samurai, como por semelhança, se identificam com o verdadeiro espírito estóico. 

Aludimos a estas duas culturas porque acreditamos no subtítulo deste blogue, onde se pode ler: animai os bons e afastai os maus.

Por muito que custe a alguns pseudo controladores, a luz de uns é a possibilidade de eles poderem ver e poderem existir. Sem a preservação do conceito de bem, a prática do mal seria generalizada, anárquica e representaria a ruína do mundo dito moderno...

05 março 2012

Constituição da República Portuguesa

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

A alusão ao artigo 21.º não é fortuita, muito menos inocente. Apenas pretende esclarecer, elucidar quem ainda não percebeu, que a autoridade pública é apenas um conceito, que já nem as próprias polícias acreditam. Pior ainda, rebelam-se contra esse mesmo conceito. A autoridade pública deixou de ter sentido, quando o Estado abandonou à sua sorte os indefesos. Mas o estado ainda foi mais longe, não só não defende os indefesos, como ele mesmo ataca os mais necessitados. Mas não fica por aqui, vai ainda mais longe no seu ataque. Reduz com recurso à lei os direitos e liberdades consagrados na constituição. Diminui propositadamente os vencimentos de quem trabalha. Este é um Estado sem autoridade, sem moral e livre arbítrio. Este é um Estado feito de pequenos nadas, de fundações e institutos, onde se empregam famílias políticas e as famílias de sangue. Este é um Estado onde os impostos de uns são a riqueza de outros. Em suma, este é um Estado que precisa urgentemente de uma mudança violenta de administração. Sejamos claros no propósito, porque não existe meio termo, ou se muda a práxis ou se é liquidado pela história escrita pelos outros...

Quem tiver medo da acção, que fique em casa, enquanto a tiver. Pelo contrário, quem estiver destinado a permanecer na história, escrevendo nela o seu nome, que se junte aos bons...
cisisd@gmail.com

02 março 2012

GNR e o Estado de direito...

Os militares da GNR, estiveram quase para tomarem de assalto as instalações do Ministério da Administração Interna. Esta reivindicação dos militares da guarda demonstra a falência do Estado de direito meio Democrático, ou o que isso possa representar... 

Já tínhamos avisado que a qualquer momento, o Estado poderia cair, e o aviso, mantém-se: ou o Estado muda de rumo, ou arrisca-se a cair na rua... E aí, salve-se quem puder...