30 abril 2012

Uprising

 Muse - Uprising

Quem ainda tem coragem, força e determinação para fracturar, para criar, para construir, para destruir, e para edificar um outro sistema político?

Quem ainda tem em si aquela centelha quase divina que lhe permite aceder à História colectiva, quem?

O desafio fica feito, quem ainda tiver ou quiser ficar na História como imortal, isto é, com o nome gravado na História colectiva, que apareça. Do que há-de vir, tratamos nós, convictos do desafio que a revolta implica!!!

22 abril 2012

Maçonaria...

Pequeno livro ou se preferirmos pequeno ensaio de investigação, levado a cabo por três jornalistas e publicado em parceria pela Gradiva e pelo Diário de Notícias.

Trata-se efectivamente de um trabalho muito resumido, na medida em que se lê de uma só vez, como o fizemos. Estávamos à espera de mais, porque se tivéssemos de fazer alguma recensão crítica sobre o livro, não pouparíamos nas palavras. Utilizamos este simples exemplo para aludir e reforçar o que pretendemos dizer: diz-nos o livro que o conjunto dos maçons anda pelos 4000, contudo, a lista que nos é fornecida diz apenas respeito aqueles que já quase todos sabemos serem maçons, logo, perde-se o mistério da novidade, da desocultação. 

A idade dos jornalistas pode não ser justificação para o que ficou por dizer, contudo, utilizamos mais um exemplo para contrapor ao homem maçon que diz viver num ideal de fraternidade, igualdade e liberdade, algo que é desmentido pelo currículo cível e criminal. 

A este ideal utópico, enganador, preferimos o nosso: animai os bons e afastai os maus. Simples e eficaz, mas que implica um desprendimento quase inacessível ao comum dos mortais...

19 abril 2012

869

O número 869 corresponde aos anos que a Pátria Portuguesa tem a partir do Tratado de Zamora, datado de 5 de Outubro de 1143.

O refúgio na história não é fortuito, mas pretende tão só permitir estar na posse de teorias e factos académicos relevantes, que demonstrem o quão volátil é o poder dos homens, nomeadamente, o poder dos governos assalariados modernos, que respondem e decidem mais rápido em favor do dinheiro do que daqueles que se deram ao trabalho de ir fazer uma cruz no boletim de voto...

O refúgio na história opera milagres, sustenta certezas, cria dúvidas, interroga constantemente, analisa a prova e perscruta no mais íntimo do tempo, para resgatar a verdade escondida ou ocultada. Interessa-nos essencialmente a história das organizações, incluindo obviamente aquelas ditas secretas, a história mundial, e especificando, a história contemporânea, com principal relevo para a do século XX.

Este mergulhar no tempo da história, permite que a mente dirija a sua atenção para aqueles dados, de modo a privar a inteligência das dificuldades colocadas aos portugueses pelo governo da República, que prefere dar aos que mais têm, o que deveria ser dado aos que pouco ou nada tem. Contudo, não deixa de ser estranho e misterioso, que aqueles que a cada novo dia são mais penalizados, continuem a acreditar em assalariados neoliberais...

16 abril 2012

Rafael Alberti

É PRECISO ESTAR CEGO

É preciso estar cego
ou ter nos olhos aparas de vidro,
cal viva,
areia a ferver,
para não ver a luz que brota em nossos actos,
que ilumina por dentro a nossa língua,
a nossa palavra diária.

É preciso querer morrer sem um sinal de glória e de alegria,
sem participação nos hinos futuros,
sem ficar na lembrança dos homens que hão-de julgar o passado
sombrio da terra.

É preciso querer já em vida ser passado,
obstáculo sangrento,
coisa morta,
seco olvido.

Rafael Alberti é simplesmente o poeta que eternizou os poetas Andaluzes, que mais tarde, em 1975, foram cantados/interpretados pelos Aguaviva.

Alberti fora lido pela primeira vez em 1998, e já nesse ano distante, elegemos o poema acima reproduzido como nosso, como aquele que mais nos identificávamos. A segunda e a terceira estrofe identificam inexoravelmente o sentido da vida ou falta de sentido da vida em alguns seres que mais parece terem existido apenas para fazer número, pois neles quase não se encontra nada de válido que valha a pena enumerar... Mas o poema diz mais, acrescenta mais, interroga mesmo sem a interrogação explicita, ao sugerir: É preciso querer morrer sem um sinal de glória e de alegria...; dito de um outro modo, é preciso querer ser nada, não ter nada que o mova, que o distinga, o enalteça e o eternize. É preciso querer já em vida ser passado... O se preferirmos, estar morto mesmo estando vivo. 

O poeta soube cantar os desencantados, os derrotados, os incapazes, os que deixam andar, os que preferem ver de longe e os que deixam que a mão de outros escreva a sua História...

A este estar cego, contrapomos, enaltecendo a coragem, a força e a determinação. A capacidade, a resiliência e a inteligência posta ao serviço da nova Central de Inteligência. Motor de um novo propósito de vivência...

13 abril 2012

Tot

Sentir a vida a fluir, a percorrer quem somos.
Sentir que estamos vivos, despertos, conscientes da possibilidade da transmutação da vida.
Olharmos para o que está para além de nós, do que podemos ver e sentir, ao ver em contemplação.


A consciência da existência, da reflexão do aqui estarmos, só por si, já deveria insuflar vida, energia, determinação, audácia, resolução, força, poder e coragem para podermos ser, existir, construir, dar vida, aniquilar, transformar, destruir e alicerçar o presente numa vida plena, cheia, resplandecente, vibrante e sempre activa, como se o amanhã não existisse.


Mas o amanhã é apenas a possibilidade da existência de um hoje, na medida em que o caminho anula o tempo futuro...
(Tot 2012)

11 abril 2012

Adagio for Strings de Samuel Barber

Sentir a vida a fluir, a percorrer quem somos.
Sentir que estamos vivos, despertos, conscientes da possibilidade da transmutação da vida.
Olharmos para o que está para além de nós, do que podemos ver e sentir, ao ver em contemplação.

A consciência da existência, da reflexão do aqui estarmos, só por si, já deveria insuflar vida, energia, determinação, audácia, resolução, força, poder e coragem para podermos ser, existir, construir, dar vida, aniquilar, transformar, destruir e alicerçar o presente numa vida plena, cheia, resplandecente, vibrante e sempre activa, como se o amanhã não existisse.

Mas o amanhã é apenas a possibilidade da existência de um hoje, na medida em que o caminho anula o tempo futuro...

09 abril 2012

Sindicato II

Como prometido, aqui vos deixo um comunicado, onde se pode ler a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa, sobre a violação do Acordo de Empresa celebrado pelos CTT e o Sindetelco.

A empresa, como não poderia deixar de ser, recorreu da sentença, de modo a que no futuro possa haver uma outra decisão mais conducente aos seus interesses, que como todos bem sabemos, são os interesses do Estado. Todavia, o recurso não tem esse sentido, mas sim evitar que outros sindicatos sigam esta estratégia, que deixou os doutos do direito sem saberem muito bem o que fazer.

Existem mais estratégias, mais meios de agir, que já advogamos no passado, neste mesmo Sindicato, que permanecerão ocultas até serem necessárias, isto é, produzirem o efeito desejado no momento oportuno.

Alguns amigos do direito, outros da maledicência, outros ainda do poder, terão a sua oportunidade para esgrimirem o que sabem na barra dos tribunais. Estaremos sempre muito atentos aos atropelos do direito e dos direitos adquiridos pelos cidadãos, que abnegadamente têm contribuído com o seu suor para pagar as dívidas do Estado contraídas por governantes sem preparação na gestão de dinheiros públicos. 

Todos as provas factuais ficarão para a história da pouca vergonha, da mentira consecutiva e do despudor com que os cidadãos honestos são tratados...

05 abril 2012

Sindicatos I

Já tínhamos defendido algumas ideias destinadas a travar a aplicação de algumas medidas gravosas inscritas no Orçamento de Estado de 2011, e que por força coerciva do governo foram impostas, mesmo contra a constituição.

Um sindicato foi mais longe do que os outros, e instaurou um processo judicial contra a administração de uma empresa pública com 490 anos, por violação do AE de 2010.

O Tribunal de Trabalho de Lisboa, sentenciou a empresa a respeitar o AE de 2010, o que significa, que condenou a ré a pagar todas as reduções salariais impostas de forma coerciva, e parcialmente justificadas pelo Orçamento de Estado de 2011.

Neste sentido, o exemplo pode ser considerado como analogia para outras acções e novas formas de suspensão de leis inconstitucionais entretanto aprovadas... 

Dito isto, amanhã publicaremos do dito comunicado onde consta a decisão do Tribunal de Trabalho de Lisboa.

03 abril 2012

Desemprego...

A taxa de desemprego situa-se nos 15%, embora consideramos que o valor esteja sob avaliado, e a seu tempo, iremos prová-lo de forma académica, para que não fiquem dúvidas da mentira que rodeia a taxa de desemprego no Portugal contemporâneo.

A desindustrialização, a concertação social, o novo código de trabalho, o capital sem rosto, as dívidas contraídas em nosso nome, entenda-se: do cidadão, concordam para este valor da taxa, que nos jovens representa cerca de 35%. Jovens que já pouco acreditam no futuro, jovens que o governo assalariado aconselha a emigrar, jovens que teimam em deixar de viver à sombra dos pais, jovens que já desistiram de lutar pelo que é seu, enfim, jovens derrotados, cabisbaixos, tristes, sem perspectiva de futuro, mas que, vá se lá saber porque, continuam "alegremente" a viver em festas, a sair em viagens de fim de curso, a embebedar-se como se o dia de amanhã não existisse, como se o dia de amanhã fosse por mera ironia um dia de sol resplandecente, onde a riqueza do país tocasse a todos por igual...

Para onde caminhais jovens? Que sonhos tendes? Que vos faz mover a existência? 

A brevidade da vida não se compadece com nadas, com derrotas, com ninharias, ou com desculpas, mas com coragem, determinação e vontade!