30 maio 2012

Silêncio

O silêncio destes últimos dias deve-se ao facto de estarmos empenhados na resolução de questões políticas, de modo a assegurar que o deus também participe e conheça a fundo o funcionamento dos partidos políticos. 

Temos consciência que é uma arte já desmoralizadora, conflituosa, onde impera a astúcia e a artimanha, as palmadinhas nas contas e o corre corre momentâneo da conquista do sorriso e do voto.

Não nos esqueçamos dos oito "tentáculos" do polvo, que não são mais do que portas abertas para o poder; por este motivo é que é difícil extirpar o mal, as ervas daninhas e os diz que diz...

24 maio 2012

Violência familiar...

O que nos incomoda não é a violência dos pais, que apenas são violentos dentro de casa. O que verdadeiramente incomoda diz respeito ao futuro das crianças que são educadas no seio de famílias desestruturadas, sem sentido ou objectivo de futuro. O acompanhamento na escola é quase nulo. A afirmação que fazemos, pode ser compreendida se dizermos que temos um canal privilegiado de acesso a todo o tipo de informação referente a estas crianças que apenas desejam ser crianças e que obviamente querem ter um futuro melhor do que o dos pais... 

20 maio 2012

Civilização

O povo, ou se preferirmos no conceito mais moderno, o cidadão tem de ser levado à civilização pela coerção. Penso que fora Marco Aurélio quem primeiro abordara este tema. Utilizando o termo grilhões para obrigar o povo a ser mais civilizado.

Séneca, um outro estóico alertava seu discípulo Lucílio para os malefícios das constantes lamurias. Não só porque provocam desgaste emocional mas porque desviam o homem do seu objectivo, se é que ainda tem objectivo, ou propósito. Começamos a pensar que ao dito homem mediano moderno já nem resta uma ínfima parte do instinto de sobrevivência original. Dito isto, tememos que nem os grilhões propostos pelo imperador sejam suficientes...

16 maio 2012

Grécia e Europa...

A Grécia sempre teve um problema sério com o sistema democrático. Teve-o na Grécia clássica, e tem-no agora. 

No passado, ainda foi socorrida por Esparta, que evitou a perca de soberania  para a Pérsia. Neste momento, já nem Esparta nem um número incomensurável de hoplitas conseguiria enfrentar os mercados internacionais, sedentos de fome alheia... 

Tememos que este tempo seja um tempo de desagregação, um tempo de abundância que um número crescente não consegue ver... Tememos que Portugal seja o próximo da lista a ser servido no banquete dos mercados... 

14 maio 2012

Constituição da República Portuguesa

Artigo 9.º 
(Tarefas fundamentais do Estado)

São tarefas fundamentais do Estado:
a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais... 

Cada vez estamos mais longe desta realidade, mais afastados da abundância e entregues a políticos medíocres...

10 maio 2012

França...

E agora, permanece a austeridade sem crescimento? Permanece a agiotagem financeira que ganha fortunas com a miséria e a fome de uns... 

A onde está a ideia de estado social, de bem-estar material para todos? A onde está a ideia se que amanhã será melhor?

O estado social pode estar perto do seu fim, o que não deixa de ser estranho, se pensarmos nos biliões de euros e dólares que foram canalizados para a banca, sem sentido e com apenas um propósito definido, a saber: a preservação do sistema democrático a qualquer custo...

05 maio 2012

Onde estão os homens?

..."Cantam, e quando cantam parece que estão sós.
Olham, e quando olham parece que estão sós.
Sentem, e quando sentem parece que estão sós." ...

Poema imortal de Rafael Alberti, chamado de: Balada para os poetas andaluzes de hoje., Poema que nos faz recordar que estamos sós, que acreditamos sós, que somos diferentes sozinhos, e que quando procuramos iguais, continuamos sós, diferentes, altivos, intrépidos, inteligentes, como que exemplos quase divinos. 

Parafraseando Hermes: o homem é um Deus mortal e o Deus um homem imortal. Portanto, sentimo-nos sós na nossa grandeza, na nossa condição de homens mortais, e nessa condição, preenchemos a nossa vida de sentido e significado...

Como não escrevemos só para nós, recordamos que Séneca dedicava no final de cada carta uma sentença a Lucílio, seu discípulo, o que significa, que aqui também vou fazer-vos o mesmo, recordando uma citação simples e plena de significado, escrita por Teixeira de Pascoaes, que deveis guardar para sempre na vossa mente: o poeta é o escultor espiritual de uma pátria.

03 maio 2012

Portugal

Impõe-se desde logo uma pergunta lapidar: estão os nossos políticos assalariados conscientes do peso da nossa História? Ou a transferência de soberania para os mercados internacionais não consignada na constituição, é apenas o primeiro passo para a destruição do que entendemos ser a nossa Pátria....

Agimos ou delegamos nos políticos assalariados o poder de agirem em nosso nome, não para nos governar, mas para nos destruir...

Amanhã poderá ser tarde de mais...