28 junho 2012

Divinos ou mortais?

Um simples arrepio que se sente na espinha, e depressa compreendemos o alcance inimaginável da nossa vivência, da possibilidade de se sentir a vida a fluir pelas nossas veias, como se Deus quisesse que fossemos únicos. 
Olhamos em frente com tudo a que temos direito, vemos, ouvimos, sentimos, agarramos e gostamos. Deus ou o que possa isso representar, presenteou-nos com esta vida, com esta experiência intraduzível, como se fossemos também nós seres divinos, capazes de nos transmutar, de perdurar na história das gentes e do mundo e capazes de honrar com a mais terna piedade filial a possibilidade de sermos mais, vivermos mais e sentirmos mais...

27 junho 2012

Diferenças...

Há uma linha que separa
quem trabalha abnegadamente e não recebe o subsídio de férias

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E quem nada faz nem quer fazer 
E recebe o subsídio como um direito adquirido

25 junho 2012

História e magia...

A história do Egipto é uma história fascinante, onde uma estranha intersecção acontece com a história e a magia...

21 junho 2012

Solstício de verão

Devemos aproveitar este período de luz e calor para recarregar as baterias, para reaprender a receber a energia oferecida gratuitamente pela natureza e para ritualizarmos a bênção da dádiva que é a vida que temos. Compreender este tempo, este estar aqui e agora e este presente contínuo, requer sabedoria, aproximação à perfeição, dádiva constante e dação de si. É como se captássemos o divino, o tivéssemos ali à nossa disposição para sermos mais, para sermos diferentes, completos e mortais...

20 junho 2012

Constituição da República Portuguesa

Capítulo II
Direitos, liberdades e garantias de participação política
Artigo 48.º 
(Participação na vida pública)
2. Todos os cidadãos têm o direito de ser esclarecidos objectivamente sobre actos do Estado e demais entidades públicas e de ser informados pelo Governo e outras autoridades acerca da gestão dos assuntos públicos.

A escolha deste artigo é pertinente, porque determina de forma clara e inequívoca a obrigação de o Estado prestar esclarecimentos aos cidadãos, sempre que solicitados.
Todavia, sempre que o cidadão solicita informação sobre a gestão dos assuntos públicos directa ou por intermédio dos seus representantes, é como se o direito consagrado neste artigo não valesse nada...

16 junho 2012

Revolta....

A História colectiva esta repleta de revoltas, de exemplos claros de transformação de um sistema político num outro sistema mais conducente ao social, à participação dos que assim o desejem, na resolução dos problemas normais que acorrem em cada época histórica.

Um homem que não seja revoltado, é apenas um ser transitório e mediano que vive na apatia, no conformismo de ideias ultrapassadas, no deixa andar e numa passividade incompreensível; como se a sua vida significasse pouco, como se a sua existência não tivesse relevância para o todo ou como se não houvesse sentido na sua existência terrena.

A revolta é tão necessária como a insubmissão!!! Se assim não fosse, não haveria crescimento, não haveriam novas ideias, não haveria um novo mundo, novos Estados, novos sistemas políticos, novas tecnologias, novas vacinas; porque a insatisfação, o constante inconformismo resulta em revolta, revolta contra as leis, contra a imposição coerciva de um pensamento único e contra a autoridade conformista.

Neste sentido histórico, a revolta é tão necessária para o homem como a imposição e implosão da transformação o é para a natureza... Sem esta revolta, a natureza não progrediria, o homem não passaria de mero animal e nem os animais se adaptariam a novas formas de sobrevivência.

Dito deste modo, concluiremos que a revolta é a possibilidade de o homem quebrar as correntes da passividade, do conformismo e da apatia generalizada, como se fossem em si algo de bom, mas que colidem com o facto de o Homem ser muito mais do que um simples animal racional...

11 junho 2012

Justiça cega...

A verdade parece ser algo incompreensível para o entendimento de quem administra a justiça. Percebemos já há muito tempo que o país é refém de famílias de sangue e de famílias políticas, que pela solidariedade entre elas controlam os centros de decisão do Estado, o que equivale a dizer-se, que controlam o Estado, o que significa, que a aplicação da justiça é para os outros, dito de um outro modo, para aqueles que estão por de baixo...

Estranhamos o silêncio do povo, estranhamos o silêncio da justiça e também estranhamos o silêncio dos pseudo revolucionários...

08 junho 2012

Direitos meio adquiridos...

Em apenas um ano, o governo da República Portuguesa conseguira o que outros ainda não tinham conseguido, a saber: a destruição dirigida aos direitos adquiridos dos trabalhadores.

Nenhum outro fora mais eficaz na subtracção dos direitos, pensamos que nem mesmo o Estado Novo, conseguira tal feito. Só mesmo digno de um governo de "direita" neoliberal que diz ser social democrata, ou o que isso possa representar no dia-a-dia na vida da nação, que definha a cada novo atropelo perpetrado por este pensamento "neoqualquercoisa".

Se este feito, pode ser considerado, acto de governar, então não precisamos de um governo com x ministérios, com x secretários de estado, com x assessores, com x motoristas e secretárias, com um parlamento com muitos deputados e ainda mais assessores para assessorar os deputados; o que precisamos é de alguém que tenha a coragem para os demitir a todos, por manifesta inadaptação ao posto de trabalho...

03 junho 2012

O dragão de papel

O crescimento económico Chinês assentou quase sempre em investimento exterior, exploração de recursos a preços baixos, para exportação. Agora parece que o crescimento, para se pode mascarar o PIB, é feito à custa de cidades sem ninguém, só para Chinês contemplar.

Pensamos que o povo Chinês tem o que merece e mais não dizemos porque isto da globalização já fede...