28 julho 2012

Inconstitucionalidade do OE de 2012

Já tínhamos escrito neste blogue que os cortes nos subsídios de férias e de natal para os funcionários do Estado, das empresas públicas e pensionistas eram de facto inconstitucionais. 

Olhamos para a constituição que temos à nossa frente, e só nos apetece ser violentos, mandar prender quem mentiu aos Portugueses como se estes fossem crianças, mas preferimos esperar, meditar, arquitectar, preparar a estratégia, mantermo-nos atentos, despertos, altivos, intrépidos, abnegados, conscientes de que haverá um outro país amanhá, nem que seja imposto pela força....

23 julho 2012

Echelon

Escrevemos sobre este tema muito simpático por considerarmos que o governo que temos é um governo fantoche, manietado, refém dos mercados, das famílias políticas e das famílias oligarcas que decidem e têm mais poder do que todos os ministros juntos.

Dito de um outro modo mais adequado, agora que a palavra está em voga, não só o governo é um governo fantoche, como mente, subtrai inconstitucionalmente os direitos e o dinheiro dos cidadãos. 

Neste sentido, e por analogia, a Democracia é uma fantochada... porque é uma impossibilidade lógica, na medida em que o que apregoa é de impossível execução...

19 julho 2012

Portugal até quando?

Obra de Miguel Real, de leitura muito obrigatória, para quem ainda se sente partícipe deste país a definhar... 
Sentimo-nos tentados a citar partes do livro, todavia, refreámos essa vontade por considerarmos que estaríamos a citar o que retivemos com maior prazer de leitura, e não o que pode estar em maior acordo com futuros leitores. Deste modo, deixamos propositadamente aos vindouros o livre arbítrio de lerem ou não... A Vocação Histórica de Portugal.

16 julho 2012

Estudar...

Estudar, entender e compreender o que se lê, tentar que o mais importante permaneça até que a vida se extinga. Adequar o teórico à prática, numa simbiose quase perfeita, qual deus mortal. Eis um dos sentidos da vida, um daqueles que pode gravar a letras de ouro o nosso nome na História...

Todavia, existe sempre alguém que tenta, não pelo saber, pelo aprender teórico, compreender mais, mas desenrascar mais, mentir mais, fazer equivalências ao que não tem, como se pudesse equiparar a leitura de um clássico a um copo de vinho, ou a um noite de folia. Tudo ou quase tem a sua "necessidade", contudo, querer transformar o nada em tudo, ou a folha branca num canudo timbrado, é mesmo que viver sob a ilusão do saber, da inteligência e da aprendizagem contínua, como se o saber fosse algo ofensivo, contrário à necessidade intelectual do homem...

Ovelhas a comandar ovelhas... cegos e guiar cegos...

04 julho 2012

Revolta...

Quase três da manhã e nós aqui a convocar a revolta, quando deveríamos tentar reunir os revoltosos, mas cedo nos apercebemos que os homens que onde fazer a revolta ainda não nasceram, e depressa sorrimos, depressa compreendemos que não se fazem revoltas sem revoltosos, sem homens ou meninos que dizem ser homens, mas que bem lá fundo, escondem um medo terrível de serem alguma coisa, para além do mero vegetar, do mero deixar andar, do diz que diz, do a onde fores ter faz o que vires fazer, como se o sentido da existência não tivesse sentido nenhum, ou como se a indiferença, a apatia, a cobardia e o medo fossem em si justificação para a inacção e a triste resignação, em suma: como se o nada fosse tudo...