31 outubro 2012

"O fim da classe média"

Na realidade, a classe média como hoje a entendemos, no sentido muito pouco marxista da «middle class» anglo-saxónica, é uma novidade relativamente recente na articulação social, e nem sequer diz respeito a todo o planeta. p.13


Se fosse necessário identificar um lugar ou uma região do planeta onde o desaparecimento da classe média é vivido, mais que em qualquer outra, com profunda dificuldade ou até com uma sensação difusa e comum de medo, essa seria, sem dúvida, a Europa. p.85

20 outubro 2012

Revolta dirigida

Neste tempo histórico de mudanças profundas, compete-nos agarrar a história com as duas mãos, como se ela fosse fugir, ou simplesmente fosse para ser escrita por um outra mão. É urgente decidir sobre se se age ou se se fica em casa, a ver televisão, formatado à maneira que eles querem que sejamos.

Não nos adianta resignar, porque cada vez que o fazemos, eles avançam ainda mais impiedosos, ainda mais crueis e ainda mais desumanos.

Que maior honra poderemos deixar às futuras gerações e à nossa prol, do que a realização da própria História, como se ela estivessa à espera que a escrevessemos.

Quem nos seguir, quem estiver disposto a cortar as correntes que o prendem a esta prisão de nadas, que grite, que se prepare e que esteja alerta para lutar por aquilo que ainda é nosso, que é a nossa dignidade, a nossa honra e a nossa coragem!!!

15 outubro 2012

Assalto fiscal...

A apresentação da proposta de orçamento para 2013 é em si mesma um assalto fiscal ao orçamento familiar dos portugueses. O governo, esquecera-se que aqueles que trabalham e que pagam impostos também têm obrigações para além das contributivas, e que se estas não forem honradas, terão consequências nefastas para o social, o económico e em última instância, para o político.

Dito isto, continuamos atentos e determinados a não soçobrar face à austeridade imposta de forma violenta, inconstitucional e claramente contra todos os portugueses...

12 outubro 2012

Porque esperamos?

O título deste artigo remete-nos imediatamente para uma tomada de posição. Porque esperamos? Se a cada novo dia, o governo de Portugal rouba os seus concidadãos, com recurso a leis coercivas, que o próprio Tribunal Constitucional chumba.

Porque esperamos? Se o governo actual governa contra quem delegou nele a possibilidade de governar para o todo, de modo a preservar o estado, dito de um outro modo, a garantir que os impostos dos cidadãos sejam bem aplicados...

Porque esperamos? Se a cada dia que passa, vemos o empobrecimento tomar conta das nossas ruas. Não existe um único serviço tido como básico que este governo não tenha encarecido... Definitivamente já chega de roubo, de incapacidade governativa, de hipocrisia histórica, já chega... temos estado a meditar, a preparar o advento de um novo Portugal, de um novo futuro, com  novos decisores, gente capaz e desinteressada, consciente e perfeitamente conhecedora da realidade actual...

Neste sentido, o porque esperamos, já não tem sentido, devemos antes considerar: para quando?

07 outubro 2012

A justificação da revolta pela Constituição da República Portuguesa

Artigo 21.º
(Direito de resistência)
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

O artigo é claro, explicito, diz-nos que temos o direito à resistência. Que temos o direito de agir pela força face a qualquer agressão cometida contra nós.

Neste sentido, é o que devemos fazer. Devemos sem demoras nem lamurias, repelir pela força considerada necessária, o assalto aos nossos direitos, o assalto aos nossos salários, o assalto ao nosso bem-estar e o assalto ao nosso modo de vida conquistado pelos nossos pais.

Devemos nestes tempos incertos e de instabilidade sair da comodidade do sofá, da confortável atitude de distância face aos acontecimentos contemporâneos; aqueles que pela via coerciva da lei, nos provocam diminuição do vencimento, aqueles que pela via coerciva da lei criam dificuldades às empresas... Devemos neste tempo único, estar atentos, despertos e disponíveis. Devemos ser activos e diligentes, e ter presente que podemos ser chamados a qualquer momento a mudar inexoravelmente o rumo da História...

05 outubro 2012

História...

5 de Outubro de 1143, Tratado de Zamora.

5 de Outubro de 1910, Implantação da República.

Duas datas, duas celebrações, dois símbolos esquecidos, nomeadamente, a primeira data, porque trata do reconhecimento oficial da independência do Condado Portucalense, hoje Portugal.

Contudo, relembro a urgente necessidade de refundar Portugal, pensar Portugal para além dos círculos políticos actuais. Compete-nos escrever a nossa história, reescrever o que está em desacordo com o espírito da nação portuguesa, Urge portanto agir em defesa do que é português. Não podemos consentir por muito mais tempo que os políticos mintam, aldrabem, ocultem, enganem e dissimulem as verdadeiras contas públicas na normal oratória de bancada...

Estamos muito atentos a possíveis alterações da ordem pública. Estamos sensíveis à ideia da transmutação da organização política do país, nem que tenha de ser feita pela via mais radical....