18 fevereiro 2013

Revolução

Não temos escrito, não por falta de tempo, mas porque o português é um povo sem garra, é um povo acovardado, amedrontado, apavorado, encolhido sobre si mesmo e assustado com o mundo que outrora fora seu. 
Este povo deixou de acreditar em si, deixou de existir porque já não luta, já não se indigna, nem refila. Este povo é apenas uma réstia do que fora outrora. Agora está resignado, cabisbaixo, taciturno, deambula sem destino por um país triste, sem futuro, sem um plano ou sequer uma estratégia, e que já não considera seu. Deixou nas mãos de incompetentes políticos o seu destino, a sua vida e a vida dos seus, como se o político assalariado fosse melhor do que ele. Abdicou da sua escolha, como se a sua vida não tivesse mais sentido, ou fosse apenas uma mera existência para completar os números das vidas que passam sem honra nem glória...